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Arquivos do Autor:Luíza Sabchuk - Ayanami

Sobre Luíza Sabchuk - Ayanami

Chocólatra, dona de oito cachorros, de um Master System III com Sonic The Hedgehog na memória e de um Phenom II X6 equipado com uma Radeon 6870. Já cursou zootecnia, quase foi advogada, médica veterinária e contadora, mas a paixão pela pesquisa e pela ciência a arrastaram para a Física. Jogadora desde os oito bits (não desde os oito anos!), com o Master System II, que cruelmente virou sucata. Gosta de metal, música erudita, livros (desde que não seja Paulo Coelho, auto-ajuda e os mais vendidos - excluindo Crônicas de Gelo e Fogo), cachorros, RPG, jogos de luta, de estratégia e jogos da série Lego. Namorada do Lukxor!!

Convocação para os leitores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caríssimos leitores (em especial, leitoras)!!!

Estou convocando-os a fazer parte da parte 3 da minha série de artigos “Games & Girls: dois “Mundos” conectados”! Até o dia 10 de abril, mandem-me no meu email aya.gamergirl@gmail.com suas opiniões sobre o assunto que venho debatendo: garotas e games! As meninas podem contar experiências que tiveram a respeito, o que elas acham que é bom ou ruim em ser “gamer girl”, e os meninos podem contar as opiniões deles a respeito! Podem mandar junto fotos, links para contatos (blog, twitter, facebook, enfim, tudo que quiserem divulgar), e coloquem no assunto do email “Eu Gosto de Jogar: Games e Girls” seguido do seu nome para eu saber do que se trata :) !

Avisem a todos! Quero conhecer a opinião dos nossos leitores!

 
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Publicado por em 31/03/2012 em Geral

 

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Games & Girls: dois “mundos” conectados – Parte 2

 

 

 

 

 

 

Oi, galerinha do Eu Gosto de Jogar :) !

Inauguro hoje a parte dois da minha série de artigos sobre Garotas e Games! Conversei um pouquinho com a Nady Fornaro a respeito do tema, e sobre as dificuldades de ser garota e jogadora de video game. Confiram ;) !

“Ser jogadora e mulher é algo que ainda é bastante complicado, parece que nossa sociedade ainda não está pronta para combinar essas duas palavras. Na cabeça dos jogadores garotos, uma mulher que joga é como se fosse um ser divino, intocavel, algo raro… Mas na verdade é mais fácil de se encontrar do que se pensa, e quando eles encontram nas redes online, imaginam uma mulher obesa, sem vida social e que passa o dia todo jogando. E quando somos melhores que eles em algum jogo, inventam todas as desculpas possiveis para desvalorizar a partida ganha, como o “controle está ruim” ou “foi o lag”. Já fui humilhada em uma sala do jogo Halo, onde diziam que eu nao podia ser uma garota, pois aquilo era jogo de homem, diziam que eu só podia ser um travesti, aquilo me revoltou muito e sai da partida mesmo ganhando. O que os homens tem que aprender é que mulher também pode jogar video game como eles, e até onde sei, qualquer um pode, isso independe de idade, sexo ou qualquer outro fator!”

Ser garota que joga video game é NORMAL! =)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para quem não sabe, a Nady é vlogger, jornalista gamer e colaboradora de vários blogs sobre games na internet. Quem quiser contatá-la:

www.facebook.com/nadygamer

www.twitter.com/nadygames

www.youtube.com/user/nadnfs

www.nadygames.com.br

nadygames@gmail.com

Em breve, a parte 3 da minha série de artigos ;) ! Be ready!

 
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Publicado por em 28/02/2012 em Geral

 

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Games & Girls: dois “mundos” conectados – Parte 1

 

 

 

 

 

 

Caros leitores do Eu Gosto de Jogar!!

Após algum período de minha ausência (proporcionado por uma viagem maravilhosa para a Patagônia :D ), volto com mais uma série de artigos que, sem dúvida, dará muita discussão (no bom sentido)! Garotas e games… *Push start button!* Para os meninos, essa parece ser a combinação perfeita! Diversas vezes eu já me deparei com depoimentos de rapazes, que diziam que fariam qualquer coisa para ter uma namorada gamer (como se o único requisito para amar uma garota de verdade fosse o fato de ela jogar video game). Mas, será que a vida é assim perfeita para as meninas que jogam video games?

Acreditem, caros leitores, NÃO é… Como garota e como gamer, sei das desvantagens de ser assim. Uma breve busca no google mostra que o sexismo ainda está presente, inclusive no mundo gamer: se você procurar por “mulheres e games”, vai encontrar uma infinidade de imagens de mulheres semi-nuas (ou nuas) segurando joysticks, fazendo poses sugestivas com joysticks, dando a entender um “padrão” que as gamer girls deveriam seguir. Mas, a algumas pessoas não ocorre pensar que tem garotas gamers que tem namorado, que têm preferência de jogos, consoles e que tem outros interesses além do video game, além de terem uma vida que não envolve somente jogar video game. Nós, garotas gamers, gostamos de ir no cinema, ler um livro, sair tomar sorvete… Trabalhamos, estudamos, temos família, preferências e gostos, inclusive por jogos de video game. Algumas vezes vi colegas blogueiras tendo que explicar que não falam, fazem vídeos, artigos ou qualquer outra referência a determinados jogos porque simplesmente não gostam dele!

Mulheres também gostam de jogos mais, digamos, “sérios”. Super Mario, Sonic e The Sims são os mais queridos das meninas (particularmente, eu não gosto de The Sims), mas elas também curtem Assassin´s Creed, Call of Duty, Dark Souls, Devil May Cry e Fallout (meu favorito *-*!), mandam bem no Street Fighter, Tekken e Mortal Kombat e dão um coro em muito homem por aí no Guitar Hero! E não precisam perder a feminilidade por causa disso!

*A segunda parte da série de artigos vai contar com um bate papo muito legal… Ficou curioso? Aguarde!

 
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Publicado por em 29/01/2012 em Geral

 

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Minha lista Geek de presentes de Natal!

Minha lista Geek de presentes de Natal!

Olá, pessoas :D !

Estamos chegando na época mais esperada (e consumista e hipócrita) do ano: o Natal! Como falta uma semana para a data, decidi colocar uma lista de coisas que eu iria adorar ganhar de Natal. Siiiim, falta a parte 4 da minha série de entrevistas, mas prometo que o próximo artigo será a quarta e última parte da minha série sobre games e educação :) ! (Sei que possivelmente não irei ganhar nenhum dos presentes da minha lista, mas ninguém paga imposto pra sonhar, né? KKKKKK!!!) Papai Noel, prepare suas renas, porque minhas meias estarão na janela esperando para ser abarrotadas com presentes!!

Presente n°1 – Um Xbox 360

Meu avatar tem um joystick de Xbox 360, mas é o joystick para PC :) . Meu PC supre todas as minhas necessidades, mas ter um Xbox 360 é uma questão de paixão *-*. Fico imaginando minha mãe se apaixonando pelo Kinect, e me chamando pra ligar o video game pra ela usar hahahahahah!

Presente n° 2 – Fallout 3 Collector´s Edition

Eu já disse o quanto eu amo a série Fallout? Depois que a Coca-Cola colocou novamente no mercado as garrafas de vidro de 250ml não retornáveis, almocei várias vezes no chinês em frente à minha Universidade pra poder coletar o maior número possível de garrafinhas de vidro não-retornáveis pra fazer garrafas de Nuka-Cola :D (uma delas nem foi aberta, ainda!)! Elas deverão se parecer com essa:

Presente n° 3 – Action Figure da Hatsune Miku

Hatsune Miku RULES \o/! Esses dias eu vi numa associação cultural japonesa em Curitiba um action figure da Miku tão fofo! Vinha com três carinhas diferentes, ela podia mudar de expressão ^^! E um action figure dela iria ficar lindo na minha escrivaninha!

Presente n° 4 – Uma cópia de The Elder Scrolls V – Skyrim

O Jogo do Ano de 2011 ♥! Simplesmente AWESOME! Esse é um forte candidato a me fazer esquecer o Fallout por uns três anos hahahahahaha!!

Presente n° 5 – Cosplay da Sailor Mars

Ok, eu não tenho cabelos pretos e não sou tão linda quando a moça da foto… Mas, mais do que pelos uniformes das Senshis, eu sou doida pelo uniforme escolar da Sailor Mars (já contei que tenho uma tatuagem dela nas minhas costas? :P )!! É um dos meus planos para 2012: confeccionar um para mim *-* (se o Papai Noel não for generoso comigo hehehehe)!

Presente n° 6 – Trilha Sonora Game Of Thrones

Nem preciso dizer nada, né?? Game of Thrones é uma série ultramegapowerfulmothafoka (na minha opinião!), e a trilha sonora é coisa de outro mundo! *-* Aliás, eu só comecei a assistir Game of Thrones porque a trilha sonora me chamou a atenção :) !

Presente n° 7 – PotatOS Science Kit

“Algumas de nossas melhores lembranças de Portal 2 foi de levar batatas ao redor das instalações de teste. Nós nos sentimos tão perto dela, que era quase como se fôssemos amigos. Exceto que não fomos, na verdade. Mas nós entendemos. Seus dias costumavam ser fáceis. Ela testou. Ninguém a matou ou a colocou em uma panela ou a deu de alimento para os pássaros. Era uma vida muito boa, até que nós aparecemos…”

Uma batata que ensina Ciência, não é demais? *-* O “brinquedinho” vem com um cartaz de “Science Fair” da Valve, e todos os apetrechos para construir sua PotatOS (a batata não vem com o kit :D ). Como fã de Portal 2 (um dia tentarei aplicar Portal 2 em escolas de 2° Grau…), eis um presente que não poderia faltar na minha lista!

Presente n° 8 – A Coleção completa de todos os mangás das Guerreiras Mágicas de Rayearth

Sailor Moon sempre foi meu anime favorito. Mas sempre fui fã dos Estudios Clamp!!! Guerreiras Mágicas de Rayearth fizeram tão parte da minha infância quanto as bonecas Barbie (aliás, muito mais que elas), e é uma série que eu faria questão de ter em mangá! Na época em que passava na tv o anime, a Grow vendia as bonecas das Guerreiras (eu nunca ganhei uma -_-), como essas:

Elas vinham até com as espadas *-*, fora do Brasil produziram as bonecas das Guerreiras com as armaduras do final da série!

Presente n° 9 – Joystick USB do Nintendinho

Nada melhor que um joystick do Nintendinho pra jogar Nintendinho! Eu queria que tivesse um do Master System (que foi meu primeiro video game). Quem sabe um dia alguém fabrica um, né? kkkkkkkk!

Presente n° 10 – Pelúcia do Sonic

Como boa fã da Sega desde sua época de ouro com os jogos no Master System e Mega Drive, uma pelúcia do Sonic não poderia faltar na minha lista! Ele vai ficar perfeito em cima da minha cama, junto da minha vaca, da minha Pucca, do meu Mokona e dos outros ursos e cachorros de pelúcia que tenho *-*!

Quem sabe essa lista ajude o Papai Noel, né? :D Fui uma menina boazinha durante o ano todo!!!

E vocês, caros leitores? Quais são seus sonhos de Natal :) ?

 
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Publicado por em 17/12/2011 em Geral

 

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A relação entre games e educação no mundo moderno – Parte 3

A relação entre games e educação no mundo moderno – Parte 3

Olá, queridos leitores!

Estou voltando com a terceira parte da série de artigos sobre games e educação. Conforme eu prometi, eis a entrevista com o prof. Wagner Luiz Schmit!

Sobre o entrevistado: o prof. Wagner é nascido em São Paulo – SP e mora em Londrina – PR, é formado em Psicologia e é Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Londrina. Atualmente é professor de Psicologia Educacional e faz pesquisas relacionadas ao RPG.

Confiram :) !

Eu Gosto de Jogar – Com que idade você começou a jogar RPG?

Prof. Wagner – Eu não lembro direito, acho que estava na 6 ou 7 série… Com 11  ou 12 anos… Hoje estou com 30. Lembro até hoje que um amigo chegou na escola falando que conheceu um jogo “que parece videogame mas dá para fazer o que quiser”. Fui conhecer na falida Forbidden Planet do Shopping Pompéia em São Paulo. Meu primeiro jogo  foi uma partida de D&D, meu segundo foi GURPS Space e foi paixão a primeira rolagem hhehe… Sinto falta dessa época, chegava na loja e tinha várias mesas de vários sistemas e era só perguntar se podia jogar. Hoje em  dia só se vê D&D e WoD nos eventos.

EGJ – Como é, para você, a relação  entre games e educação?

Prof. Wagner - Vivemos numa sociedade cada vez  mais permeada de jogos, crianças pequenas aprendem principalmente com jogos entre si e com adultos, e outros filhotes de animais também brincam para aprender. Por que nossa educação deve ser chata, desinteressante, sem sentido?  Eu não acho que toda educação deve ser lúdica, baseada em jogos  e etc. Mas os professores não podem ignorar a cultura de jogos  de seus estudantes e o uso de jogos na educação nos mostram que uma educação diferente é possível.

EGJ – Em quais aspectos o RPG e os games podem ajudar na formação de um estudante?

Prof. Wagner - Depende muito do jogo, do contexto educacional, do estudante, etc. Quem promove o desenvolvimento planejado do estudante é o professor. Os jogos por si podem promover o desenvolvimento de algumas habilidades e conhecimentos, como coordenação motora, pensamento estratégico, etc. Mas cabe ao professor, ao planejar sua intervenção pedagógica, ou seja, analisar os jogos com suas características e como eles podem ajudá-lo a colocar o  estudante em situações que promovam o desenvolvimento desejado por ele e pelo estudante. Eu usei o RPG de mesa com sucesso para desenvolver raciocínio abstrato, leitura, escrita e trabalho em grupo, mas eu usei de uma forma específica num contexto específico e dificilmente conseguiria repetir o mesmo processo.  Professores diferentes e estudantes diferentes vão usar os jogos de maneira diferente em escolas diferentes. Não existe receita de bolo para o desenvolvimento humano, ele é um fenômeno complexo e deve ser tratado como tal.

Outra questão é que, apesar de existirem dezenas de estudos apontando as potencialidades do RPG, ainda não temos um estudo aprofundado sobre o impacto do RPG no desenvolvimento em ambiente escolar. Esse provavelmente vai ser  o tema do meu doutorado e de uma pesquisa que vou realizar ano que vem.

EGJ – Você acha possível ensinar de forma lúdica, usando, em especial, o RPG para isso?

Prof. Wagner -  Acho possível, já foi feito em vários lugares no Brasil em sala de aula, fora da sala, no contra-turno, e etc. Na Europa tem uma escola que funciona na base do RPG. Então é possível sim, mas depende muito do contexto. Quando o RPG é “empurrado goela abaixo” de professores e alunos, além de não funcionar gera uma aversão ao jogo. Por isso geralmente meus artigos são de crítica ao uso do RPG, pois para que isso ocorra o professor deve ter claro seus objetivos pedagógicos, ter um embasamento teórico consistente e compreender que não se pode fazer um jogo “obrigatório”. Além disso é necessário que o professor conheça muito bem o jogo que vai usar, e se é o RPG deve conhecer bem o RPG e não apenas ter lido sobre  ele. Se vou ensinar usando um computador, tenho que eu mesmo saber usá-lo, suas características, potenciais e limites. O mesmo ocorre com o RPG.

 EGJ – E o LARP (Live Action Role Play)? Qual a relação que ele poderia ter com o ensino?

Prof. Wagner - Para mim larp é um tipo de RPG, geralmente chamamos o RPG de mesa só de “RPG”. No exemplo que eu citei da escola Européia, eles usam principalmente o larp. Na minha opinião, o larp é o de mais fácil aplicação numa sala de aula por comportar um número maior de alunos e possibilitar uma variedade maior de formas de interação entre os jogadores, mas alguns outros pesquisadores de RPG discordam de mim. Mas o que eu disse anteriormente sobre o RPG de mesa  vale para o larp também.

EGJ – Você conhece alguns exemplos de educadores/escolas que atualmente usam o RPG em seus programas de ensino?

Prof. Wagner - Muitos. E existem mais do que imaginamos. Uma amiga minha jogadora de RPG usa uma versão adaptada do RPG para ensino de arte. Outro dia fui dar uma palestra e uma mãe perguntou se eu podia passar algumas referências de jogos porque o professor dele usou RPG na sala e ele se interessou. E isso que eu moro numa cidade do interior do Paraná. Mas comparados com a educação em geral ainda são aplicações pontuais e dispersas. O MEC já elaborou alguns materiais com RPG e até colocou o RPG como um tema de algumas aulas no PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação). Em Curitiba tem um projeto com alunos de licenciatura em Biologia utilizando o RPG e um curso de extensão sobre uso do RPG na Educação. Temos mais de 50 dissertações e teses sobre RPG no Brasil com vários relatos de uso prático do RPG.

EGJ – Para você, qual é o maior impedimento para o uso do RPG na educação?

Prof. Wagner - Falta de comprometimento do estado, professores, pais e alunos  com uma educação de verdade. Infelizmente a maioria dos professores finge que ensina e os alunos fingem que aprendem. Não estou inventando isso, já trabalhei em escolas e vi isso de perto. Nosso modelo de educação é do século XVII ou anterior. Nem professores nem alunos conseguem dar um sentido para a escola e a educação, assim o professor se torna um mero operário assalariado e o estudante vai por causa dos amigos, diploma e obrigação por lei. Realmente olhamos para os estudantes como seres humanos? Ouvimos deles o que é interessante que eles aprendam para ser aplicado na realidade deles? O governo enxerga a educação como prioridade (afinal é a formação da próxima geração de humanos)? A sociedade  reconhece a importância  do professor?

Além disso temos a ignorância e o preconceito com o RPG. A escola, medieval, tenta, medievalmente, erguer muralhas físicas, culturais e psicológicas contra uma sociedade que ela não reconhece. Tenta se manter um local burguês, branco, cristão e com uma moralidade vitoriana. Isso e o fato de precisarmos de bodes expiatórios para toda patologia (violência e afins) gerada pelo nosso sistêma sócio-ecônomico transformam culturas “estranhas” como o RPG como alvos perfeitos de ataques e válvulas de escape para o pânico moral. É mais fácil eu falar que o aluno não aprende porque passa o dia jogando, do que mudar a educação de tal forma que o estudante queira passar o dia estudando.

Sobre as críticas e  os ataques aos RPG já existem pesquisas sérias sobre o assunto, mas essas coisas não saem na mídia.

EGJ – Deixe um recado para os leitores do Eu Gosto de Jogar!

Prof. Wagner - Quando alguém começar a críticar os jogos, convide a pessoa para jogar. Este é o melhor argumento!

Agradeço imensamente ao prof. Wagner pelo tempo por ele cedido para responder as minhas perguntas! A quarta e última parte da nossa série de artigos sobre games e educação será mais uma entrevista! Aguardem ;) !

 
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Publicado por em 27/11/2011 em Geral

 

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A relação entre games e educação no mundo moderno – Parte 2

Salve, leitores do Eu Gosto de Jogar! Estamos inaugurando a segunda parte da série de artigos sobre games e educação! Entrevistei o prof. Awdry Feisser Miquelin, conforme prometido anteriormente!

Sobre o entrevistado: O prof. Awdry é graduado em Licenciatura em Física pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria e Doutor em Educação Científica e Tecnológica pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente é professor Adjunto no Departamento Acadêmico de Física da Universidade Tecnológica Federal do Paraná em Curitiba.

Eu Gosto de Jogar – Sendo um professor pesquisador da área da educação, como você enxerga a relação games-educação?

Prof. Awdry – Ainda não tenho uma percepção fechada sobre o assunto. Estou começando a desenvolver uma racionalidade sobre isso e me aprofundar em bibliografias que trabalham o assunto. O que percebo é que, como toda tecnologia, existem potencialidades e também desafios.

EGJ – Em quais aspectos o uso dos games auxiliam na evolução desse processo e na relação professor-aluno?

Prof. Awdry – Ainda não tenho uma percepção bem nítida sobre este assunto. Sugiro a leitura sobre pesquisas deste tipo. A Universidade Nacional de Israel é pioneira nestes estudos.

EGJ – Quais são as maiores dificuldades em se trabalhar com games na educação?

Prof. Awdry – Acredito que, em se tratando de tecnologia, a falta de conhecimento e racionalidade e um extremo preconceito são barreiras.

EGJ – Por que o uso racional das Tecnologias de Informação e Comunicação são importantes no ensino?

Prof. Awdry – Porque, em um processo racional, os sujeitos do processo podem apropiar-se das ferramentas de maneira a mediar conhecimento e estabelecer práticas ligadas a autonomia, criatividade e um processo intenso de criação diferenciada, algo antes não possivel sem estes construtos.

EGJ –  Como o professor pode fazer uso racional dos jogos no processo de ensino-aprendizagem?

Prof. Awdry – Não tenho como responder esta questão ainda, preciso de maiores indícios teórico-práticos para isso.

EGJ –  Deixe um recado para os leitores do Eu Gosto de Jogar!

Prof. Awdry – Todo processo tecnológico é inebriante. Por isso precisamos balancear nossas práticas entre relações artesanais e tecnológicas. Como grande admirador de games aprecio boas horas com ótimas companhias ao raidar (em WoW), por exemplo, mas também aprecio atividades artesanaias como a leitura de um bom livro, ou caminhar em um parque.

(Link para o Currículo Lattes do professor – http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4773762D7)

Agradeço imensamente ao professor pelo tempo por ele cedido para responder às minhas perguntas! Em breve teremos a terceira parte da nossa série de artigos!

 
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Publicado por em 13/11/2011 em Geral

 

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A relação entre games e educação no mundo moderno – Parte 1

Olá, leitores do Eu Gosto de Jogar!

Quero iniciar, com esse post, uma discussão que, para quem não está envolvido na área de educação ou ainda não parou para pensar no assunto, pode parecer bobagem, mas que vem ganhando uma força imensa nos últimos tempos: games + educação! E vou iniciar situando meus leitores: eu sou graduanda em Licenciatura em Física e faço parte do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), custeado pela CAPES. Eu pretendo fazer mestrado e doutorado no que os físicos chamam de “Física Dura” (ciência), mas no momento desenvolvo pesquisa na área de educação, mais precisamente, pesquisa na relação que as Tecnologias de Informação e Comunicação tem com o ensino de Física.

Nas muitas conversas e palestras que tive com professores da área, o que me chamou a atenção é o fato de Read the rest of this entry »

 
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Publicado por em 28/10/2011 em Geral

 

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O que rolou no Concerto Multiplayers em homenagem aos 25 anos de Zelda!

O que rolou no Concerto Multiplayers em homenagem aos 25 anos de Zelda!

No dia 18 de setembro de 2011, ocorreu em Curitiba, no Teatro Londrina, o concerto em homenagem aos 25 anos de Zelda. O grupo Multiplayers, munidos de seus violinos, flautas, violoncelos e em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba e o Grupo XBlade, subiram ao palco para proporcionar aos fãs de Zelda uma tarde de domingo memorável! Todos os ingressos foram vendidos antecipadamente, e os alimentos arrecadados no evento foram doados à ADRA – Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais.

O concerto contou com dois atos: o 1° ato, com vários temas das diferentes franquias de Zelda, e o 2° ato, dedicado apenas às músicas de Zelda Ocarina of Time. Entre algumas das músicas interpretadas, teve Hyrule Field, The Windwalker Medley, The Legend of Zelda Medley (última música do 1° ato, do tema de Twilight Princess), Saria´s Song, Zelda´s Lullaby, Kakariko Village, Lon Lon Ranch, entre outros. O 2° ato contou, também, com um “duelo de flauta e violino”. Era para ter concurso de Cosplay, mas teve uma única pessoa que foi vestida de Zelda, logo, a ganhadora do prêmio do concurso por W.O xD (o prêmio era uma Ocarina da Zelda!)

Confiram abaixo algumas das músicas interpretadas pelo grupo:

No início do concerto, os músicos estavam um pouco nervosos, o que atrapalhou um pouco a performance. Conforme eles foram se sentindo mais à vontade, o concerto foi melhorando! O que atrapalhou muito foi aquele cara que, cada vez que começava uma música nova, ele dizia o nome da música: poxa, se foi dado um papel com a programação, é desnecessária uma apresentação prévia do nome da música (além do mais, é totalmente reprovável, em um concerto, esse tipo de atitude). Fora isso, foi tudo muito divertido (os espectadores riram muito no duelo de flauta e violino xD), e valeu pela iniciativa do grupo Multiplayers em divulgar seu trabalho e fazer uma homenagem a esse game tão querido que é Zelda!

Quem quiser saber mais sobre o grupo Multiplayers, entre no site deles! http://www.multiplayers.mus.br/

 
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Publicado por em 07/10/2011 em Eventos, Geral

 

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Coisinhas legais – Brinquedos e objetos inspirados em games e animes

Mais um artigo da série “Coisinhas Legais” =D, agora trazendo alguns brinquedos, objetos e similares inspirados em games e animes! Para começar, um dos meus favoritos (e sonho de consumo *-*!!): Fallout 3 Collector´s Edition!

Vem com uma lancheirinha (enferrujada e envelhecida, inclusive – remetendo bem às lancheiras que se encontram no jogo para fazer as Bottlecap Mines), Read the rest of this entry »

 
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Publicado por em 09/09/2011 em Geral

 

Coisinhas legais: série Tiberium Legos – Command e Conquer

Quem teve uma infância regada a brincar com Lego sabe o quanto esse brinquedo é divertido (e útil!). Ele pode ser usado desde para fazer esculturas, casinhas de boneca até maquetes minuciosamente planejadas! Existem na internet muitos vídeos reproduzindo jogos de video game usando Lego, como por exemplo o Counter Strike

GTA “Lego City” 

Call of Duty Black Ops (um pouco mais realista =P) .

Fãs de Command & Conquer (mais especificamente, os webmasters da maior comunidade online de C&C – o site http://www.cncnz.com/) resolveram unir a paixão pelo game e a utilidade do Lego e criaram algumas microsseries baseadas nas franquias de Command & Conquer, em especial nas franquias Red Alert e Tiberium Sun. A primeira delas foi a série “Tiberium Legos”. No primeiro episódio da primeira temporada, os soldados GDI descobrem o Tibério, uma fonte de energia que protagoniza a guerra entre GDIs e NODs na franquia Tiberium Sun Já no segundo episódio, o comandante GDI ordena às tropas que capturem a refinaria de Tibério dos NODs. .

Os capítulos seguintes são contiuações, e giram em torno da história principal do Command & Conquer Tiberium Sun. Quem já jogou esse jogo não terá dificuldades em entender a história, mesmo que compreenda pouco de inglês (os capítulos não possuem legenda).

A primeira temporada conta com seis episódios, e cada episódio possui, em média, 4 minutos de duração. A série Tiberium Legos teve três temporadas, sendo seguida pela série Command & Conquer Legos, que possui até o momento dois capítulos, mas já é notável a qualidade melhorada dos episódios (os dois são em HD, enquanto que nas temporadas anteriores, apenas um era em HD). Na pagina da comunidade, há um espaço destinado apenas para as séries, que podem ser vistas no próprio site ou como uma lista de reprodução do youtube, no link http://www.cncnz.com/features/cnclegos/. Dê uma passada lá para ver os outros capítulos! E aproveite para experimentar jogar o Command & Conquer Tiberium Sun!

 
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Publicado por em 26/08/2011 em Geral, Séries, Vídeo Game

 

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