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Planeta dos Macacos a Origem – Resenha

30 ago

Bom, lá vou eu me arriscar a fazer uma resenha de filme.

 

Antes de mais nada vamos deixar algumas coisas bem esclarecidas. Sou um simples mortal (ou não, afinal sou megalomaniaco). Vou escrever como um espectador que gosta de filmes de um modo geral, não vou escrever como um crítico de cinema, com isso, se você espera que eu escreva sobre a análise do gênero e do pós modernismo sob a ótica dos filmes da primeira fase de Cecil B. Demille, esquece, pode parar de ler por aqui. Para mim, filme bom são aqueles que tem bom roteiro aliado a explosões, porradas, tiros, lutas com Two-Handed’s, tecnologia, armamento pesado e coisas do gênero. Filme iraniano onde você fica escutando a grama crescer não é comigo.

Bom, agora que você já tem idéia, vamos ao Filme:

Planeta dos Macacos – A Origem

Vou começar com um detalhe que sempre me incomoda, o título. O mesmo problema no título do novo filme

Planeta dos Macacos - A Origem

do Batman, The Dark Knight Rises, acontece aqui. A palavra inglesa “Rise” não tem uma tradução legal, algo que seja imponente em portugues, as traduções perdem a força que a palavra original tem. O mais próximo em português seria “Ascensão”, mas ainda não é bem isso. No filme do Batman, trocaram por Ressurge (lixo), neste filme filme ganhou os famosos subtítulos em português “A Origem”. OK, vamos dizer que este é o “melhor possível”.

Para que não ocorram possíveis “mimimi’s” o próximo parágrafo pode ter Spoilers, siga por conta e risco.

A trama começa nos dias atuais, onde um cientista Will Rodman (James Franco) que trabalha com genética, esta desenvolvendo experimentos com o objetivo de tratar o Mal de Alzheimer (caraca, fiquei orgulhoso de mim mesmo agora, escrevi o nome da doença e já estava esperando o pontilhado vermelho para eu corrigir. Que nada acertei de cara #FTW _o/ ), voltando, eles já estão na fase de cobaias, testando nos símios. Está tudo indo muito bem, até que ocorre um problema e o programa é descontinuado. Todos os macacos são sacrificados, com excessão de um filhote, que Will se ve obrigado a levar para casa. Neste ponto você já está interado do drama de Charles Rodman (Jonh Lithgow, o assassino Trinity da quarta temporada do ótimo seriado Dexter), pai de Will, e portador de  Alzheimer. A partir daqui entra em cena a estrela do Filme, Ceasar, o bebe chipanzé (Andy Serkis). Como o símio não fala, todo o desenvolvimento afetivo com a família e com a namorada de Will, (Freida Pinto, do filme Slumdog Millionaire) são feitos por gestos, atos e expressões faciais.

Bom, este é o início do filme, não vou entrar em mais detalhes pois não quero fazer um resumo da história. Não adianta querer traduzir em palavras, o afeto, o relacionamento que acontece entre Ceasar e Charles. O crescimento das emoções, sentimento e revolta de Ceasar. Isto tem que ver para entender. O pano de fundo é este, e o final, que não é surpresa para ninguém, os homens são exterminados e os símios se tornam a espécie dominante no planeta.

Citei vários atores, e posso afirmar que ninguém compromete, todos estão ótimos, mas vou falar de dois em específico:

1) Andy Serkis

Andy Serkis

Se me pedissem para pensar em um ator foda no cinema, te digo que hoje eu pensaria no Andy Serkis.
Se você não souber quem é, em primeiro lugar morra, em segundo lugar, vá na sua estante pegue a Trilogia do Senhor dos Anéis e assista toda novamente de uma vez. Muito bem, Andy Serkis é o cara por trás do Gollum. Que é o mesmo cara por trás do King Kong. O grande atrativo destes personagens são as linguagens corporais. Andy é mestre nisso.

Enquanto a maioria dos atores fazem suas pesquisas com outras pessoas para viver seus personagens. O Sr. Serkis, vai para algum país na África, passar semanas, as vezes meses, vendo como o animal se mexe, como se comporta, para que ele possa transportar isso para as telas.

Olha, já passou da hora dele ser lembrado no oscar. Atuação não é so declamar Shakespeare, este é apenas um ponto. Agora o controle e a representação corporal deste ator é algo único e tem que ser reconhecido.

Ele também atua de “cara limpa” no próprio King Kong ele é um dos membros da tripulação e outro exemplo é no filme De Repente 30 com a Jennifer Garner. Para completar o ciclo ele esta fazendo a direção de uma segunda unidade no filme do Hobbit, onde o diretor principal é o seu amigo e ex-gordo Peter Jackson.

Abaixo suas duas criações mais famosas

 

King Kong

King Kong

 
Gollum

 

2) Tom Felton.

Não falei sobre as cenas no cativeiro, com isso não falei sobre o Tom Felton, no que eu acredito que seja seu primeiro papel com algum destaque depois de dar vida a Draco Malfoy, o aprendiz de vilão do Harry Potter.

E vou te falar, ele convence como um zelador que fica maltratando os macacos. Foi só tirar o Sobretudo e o

Tom Feltom

Tom Feltom

cachecol verde e branco da Sonserina e o Draco morre na hora. Nem vestígio. Tem um momento que ele pega um cacetete para bater nos macacos, dei risada achando que falaria “avada kedrava”, mas não, ele acionou o taser  e desceu o porrete.

Vamos ver se ele se livra da síndrome do personagem único que persegue muitos atores, afinal, até o momento eu não consigo ver o Daniel Radcliff  sem o raio no meio da testa. Nem o Mark Hammil sem um sabre de luz.

Efeitos Especiais.

Você lembra quando Neo vai visitar a oráculo no primeiro Matrix, e ele conversa com um moleque sobre como entortar uma colher, e o guri fala “There is no Spoon“, Pois é, se você falar com o diretor deste filme, Ruppert Wyatt, ele vai te dizer “There is no Apes“. A WETA, empresa do Peter Jackson e responsável pela parte de efeitos visuais, está cada vez mais forte nesta área e cada vez melhor. Aos desavidos aí vai a notícia. Neste filme não tem nenhum macaco, chipanzé, gorila ou qualquer coisa que o valha. É tudo digital. Vá ao cinema e assista o filme, cara, você jura de pé junto que os animais são de verdade, em momento algum você deixa de acreditar nisso, é 100% perfeito. O que aconteceu em Tron Legacy ou no Exterminador do Futuro – A Salvação (onde um personagem com características humanas é feito por computadore, isto ainda não fica natural e na hora você, involuntariamente, sente repulsa) não acontece aqui. Você aceita e bem os macacos.

Ao contrário do filme do Tim Burton (Planeta dos Macacos de 2001), este filme não é uma refilmagem do Clássico Planeta dos macacos de 1968, é uma “pré-quência”. Este foi um ótimo caminho seguido e fez toda a diferença.

A comparação agora é bem menor. Enquanto todos queriam saber se Mark “good vibration” Wahlberg poderia se comparar com Charlton “Ben-Hur” Heston (Rá! fiz uma piada), como seria o “Final Surpreendente” e coisas do gênero. Agora não tem nada disso, o roteiro esta muito mais livre. Você tem o final definido, mas o começo e o meio da para fazer o que quiser e os roteiristas: Rick Jaffa e Amanda Silver fizeram isto muito bem feito. Está tudo bem amarrado! Coerente, com lógica.

Com tudo o que foi dito, acho que esta claro que eu gostei do filme e indico a todos. É uma ótima diversão. Apesar de ser diferente, achei muito melhor que o Planetas dos macacos de 2001, mas não ouso comparar com o Clássico de 1968, afinal clássico não se compara, se assiste novamente.

Para Fechar, Segue o Trailer do filme.

That´s all Folks.
Hugo

ps. se você tem um dvd da trilogia do anel em casa com certeza sabe quem é Andy Serkis!

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2 Comentários

Publicado por em 30/08/2011 em Cinema

 

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2 Respostas para “Planeta dos Macacos a Origem – Resenha

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