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Dicas de Mestre – Como Manter seus Jogadores Presos ao Jogo.

28 set

Olá, vou apresentar hoje 10 dicas simples para cativar e prender a atenção de seus jogadores. Acho que todo mestre sofre com as dispersões na mesa de jogo. Com o tempo de mestre que eu tenho digo que é impossível manter o nível zero de interferência. O principal motivo? Geralmente jogamos com amigos, que além do RPG muitas vezes dividem outros gostos em comum, como coleções, quadrinhos, filmes e até vida social! Estas dicas vão te ajudar a manter a atenção na sua aventura por um tempinho a mais.

1 – Mostrem não falem! – Sempre que puder tenha imagens para mostrar ao invés de querer narrar toda a descrição de um lugar. O chavão “uma imagem vale por mil palavras” aqui cabe como uma luva! Ao invés de descrever uma espaçonave alienígena que os PC’s estão procurando, tenha um arquivo repleto de imagens impressas com diversas naves diferentes. Esta dica fica ainda mais fácil hoje em dia onde quase todas as mesas possuem pelo menos um Lap top ou um tablet, até com um bom telefone você pode executar essa manobra.

2 – Visualizem a cena antes de narrar – Não é incomum também hoje em dia alguém assumir o lugar do mestre que faltou e improvisar uma aventura rápida. Isso é ótimo é lógico todos normalmente têm semanas cheias de compromissos e o dia de jogos muitas vezes é considerado sagrado, mas para ser esse tapa buraco mágico ou mesmo o mestre regular você deve estar minimamente preparado. Ter uma história em mente, um sistema e estar familiarizado com irá fazer é importante. Não pare para procurar NPC’s ou mapas e tente não escolher monstros aleatoriamente para os encontros, procure usar só os elementos que lhe são familiares. Escolha um cenário que já tenha jogado ou mestrado várias vezes e só utilize os monstros que você conhece o “modus operandi”. Isso lhe facilitará a vida durante qualquer partida. Se você é o mestre regular da campanha tire uma ou duas horinhas antes para rascunhar rapidamente o que deverá acontecer durante a sua sessão, isso lhe trará segurança  e os jogadores também irão sentir que não estão desamparados no mundo que você lhes apresenta.

3 – Usem seus mapas – Geralmente os cenários prontos vem com uma grande quantidade de mapas, mas quando escrevemos nosso próprio cenário geralmente também é o mapa que primeiramente rascunhamos. Seja o mapa da vila, da masmorra ou do mundo todo a dica aqui é bem simples: use os mapas que você já tem prontos, este é mais um recurso visual que ajudará os jogadores a discutir sobre as decisões do jogo ao invés da ultima rodada do brasileirão.

4 – Descrevam as coisas de maneira diferente para cada Jogador – Bem aqui vai uma dica que é difícil de ser aplicada mas vale muito a pena! Cada jogador na mesa é único e também são únicos os personagens por ele criados. Imagine que estes personagens todos tem super sentidos aguçados mas cada um é especialista em apenas um deles. Para quem tem o olfato como especialidade os cheiros devem ser descritos de maneira única. Da mesma maneira, para quem o tato supersensível, e assim por diante. Uma boa dica aqui é se preparar com o maior numero de pequenas listas sobres os sentidos e utilizar de maneira aleatória um deles para incrementar a cena de cada personagem diferentemente. Para se inspirar em como construir estas listas de uma olhada na personagem Rachel Pizad da série de TV a cabo Alphas.

5 – O melhor tem que ser por último – Isso vai de cada grupo, mas se por exemplo seu grupo é mais focado em combate, e vai ao delírio quando estão em meio a batalhas, salve para a última cena da sessão aquele combate digno de nota. Durante toda masmorra apresente a eles os capangas do chefe de fase, esqueletos e zumbis raramente são um impedimento para um grupo de aventureiros experiente, então salve os inimigos de fase para realmente a última cena. Crie tensão, ao introduzir o grande Lich que vem causando problemas há inúmeras aventuras no meio de uma batalha aparentenmente pequena contra minions.

6 – Faça seus jogadores fecharem os olhos durante uma descrição – Quanto precisar descrever algo que não havia preparado algumas imagens ou que era realmente importante para você, peça para todos fecharem seus olhos e escutarem a sua narração. Ao fechar os olhos cada jogador fará junto com você uma imagem mental da cena. Quando todos estão todos atentos à descrição, sem conversas paralelas, a imersão será plena! Tenho a certeza que tudo que surgir na seqüência será bastante detalhadas e coerentes com a aventura!

7-  Descrevam tudo em camadas, como uma cebola –  Uma boa descrição é como um ogro (SHREK,2001), ela vem em camadas. E como isso funciona ao descrever um apartamento que esta sendo investigado? Não entregue todo o ouro de uma só vez, vá por partes e faça seus jogadores reagirem a cada parte, seria algo como: Narrador Ok vocês entram no apartamento e ao abrir a porta de deparam com uma bagunça, existem livros pelo chão, quadros caídos ou tortos nas paredes e vasos e outras decorações quebradas…

Jogador uso das minhas habilidades investigativas e observo a cena com mais cuidado.

NarradorBem sendo você um policial é fácil você perceber que este é o cenário de uma briga e olhando com mais calma você nota uma mancha escura próxima a quina de uma mesa.

Como vocês podem perceber a cena era de uma briga, e o sangue já estava la, mas a descrição em camadas permite que você vá liberando os detalhes aos poucos e assim os jogadores sempre estarão a procura da próxima pista.

8 – Usem os seis sentidos para descrever –  Quando algo importante está acontecendo não se esqueça de usar os seis sentidos para fortalecer a cena que você criou. Mas seis sentidos? Sim, seis sentidos, olfato, tato, paladar visão e audição e também use a intuição. A intuição é uma arma poderosa na mão do narrador, pois através dela (ou de qualquer outro sentido) você poderá incluir alguma pista que foi deixada para trás pelos jogadores. Mas lembre-se de usar a intuição com parcimônia, afinal nem sempre jogamos aventuras com super poderes. Um exemplo é um calafrio sentido pelo ladrão quando próximo a uma armadilha que não detectou.

9 – Descrevam lugares e Npc’s através de lugares e pessoas conhecidas – Para narrar uma aventura moderna não há nada mais fácil que descrever algum lugar que você já conhece. Eu já joguei e mestrei inúmeras aventuras cujo o cenário era Curitiba e sempre com muito sucesso. Na grande maioria das vezes os jogadores já estavam familiarizados com o cenário e isso poupava tempo e agilizava a aventura. Caso eu quisesse que o cenário fosse apenas familiar a mim como narrador, poderia muito bem usar umas das diversas cidades que eu morei na minha infância, ou para os lugares que viajei. O mesmo acontece com pessoas, baseie seus Npc’s em pessoas que você conhece, como por exemplo, um colega de seu de escritório, mude o nome (é claro) e algumas características físicas, mas mantenha aquelas características que todos na sala do café comentam quando ele não ta lá. Pode ser que ele fala demais, ou de menos, pode ser que ele perde o fio da meada com facilidade, mudando de assunto toda hora, ou pode ser por que ele só fale em pornografia futebol. Ao  fazer isso seus lugares e pessoas descritas adquirirão verossimilhança e identidades próprias e ficarão marcadas nas mentes dos jogadores por muito tempo!

10 – Usem suas próprias experiências e conhecimentos –  Nada dará mais realidade a uma cena do que ela estar embasada em fatos da realidade. Ninguém sabe melhor da sua realidade que você, logo se você trabalha com redes de computador adicione certas tecnicalidades a cena (não todas, afinal ninguém esta lá pra ter um seminários sobre um assunto que não lhes interessa). Inserindo um pouco das experiências pessoais à cena, como descrever a dor de um braço quebrado ou as sensações de quando um outro carro bate no seu ajudam na imersão dos jogadores e os conectam com o real, mesmo estando num mundo de fantasia. Afinal se você já teve a experiência de cair de um cavalo, é fácil descrer ao jogador que acabou de falhar no teste de cavalgar e caiu; além do dano sofrido, ele ainda esta sem ar por alguns minutos, um zumbido na cabeça e desorientado.

Ficam aqui estas dicas, elas são bem básicas e muitas delas vão se sobrepor no decorrer da criação de aventuras e o bom senso e a verossimilhança deveram ser sempre as principais armas do mestre , para galgar o difícil terrenos que é contar historia interativas.

E não esqueçam :

Promoção Eu goto de Jogar e Retropunk Punlicações: Terra Devastada e da Campanha para Ajudar a Gibiteca: Natal Feliz Gibiteca

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4 Comentários

Publicado por em 28/09/2011 em RPG

 

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4 Respostas para “Dicas de Mestre – Como Manter seus Jogadores Presos ao Jogo.

  1. Leonnes

    28/09/2011 at 11:06 AM

    Legal, contudo, para quem é acostumado dom D&D o Horror Pessoal de vampiro pode assustuar e desistimular, pois os feitos em vampiro são pessoais… poucos são os atos heroicos existentes como esteripo em D&D…

     
    • cacorpg

      28/09/2011 at 11:12 AM

      Dae Kaique

      As dicas são para qualquer cenário, alias eu ate diversifiquei no uso dos exemplos justamente pra não se ficar preso a fantasia medieval, todas estas dicas servem bem para campanhas e aventuras de horror/ terror, mas admito que este gênero precisa ainda de mais umas pinceladas que aparecerão com certeza por aqui em outro tópico!

      obrigado pela participação!

       
  2. ML

    28/09/2011 at 11:47 AM

    muito bem colocado. eu não concordo muito com a primeira, sobre imagens… acho que mostrar muitas imagens dispersa mais. para manter o foco, acho que trabalhar as descrições é bem melhor, computadores, tablets, e prints acho difíceis. gosto de imprimir imagens dos tomos exotóricos ou de algo impactante, como uma caveira alien… mas não de lugares. IMO.

    agora, gosto de usar imagens de npcs, tão comuns em aventuras e no WFRPG. esses decks acho bem legais:

    http://paizo.com/store/byCompany/p/paizoPublishingLLC/gameMastery/itemPacks/v5748btpy8idr/discuss

     
    • cacorpg

      28/09/2011 at 11:59 AM

      Ola Marcelo

      uma coisa que eu queria ter adicionado ao artigo, mas esqueci é a regra do “Pirates code” 🙂 as dicas não são regras, mas servem como guias para que cada mestre adapte melhor a sua realidade, alguns não tem impressora, alguns não tem um tablet, e alguns não tem vontade de ter usar nenhuma tecnologia em suas mesas. Alem é logico da dicotomia dos grupos, se nenhuma pessoa é igual a outra, o mesmo valer com certeza para os grupos de RPG.
      Sobre o acessório Game Mastery da Paizo, acho ele excelente também, e uso não só as cartas de NPC como as de itens também, eu e meu grupo passamos a imprimir cartas com os itens mágicos consumíveis ou não, para deixarmos em anexo aos personagens, logo se a determinada poção de cura foi dada ao ladrão, ela estará anexa a planilha dele, e quando usada sera devolvida ao mestre! dá um pouco de trabalho no inicio mas evita que pocoes desapareçam no esquecimento das anotações. Essa dica vale pra qualquer prop importante pra aventura, seja magico ou não!

       

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