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Séries 2011 – Parte 2, a missão.

08 nov

No mesmo estilo deste post passado aqui, continuo a falar sobre algumas séries que vi no ano de 2011!

Once Upon a Time

Once Upon a Time

Estreou este ano. A nossa Jennifer Morrison, a Cameron da série House, é a protagonista dessa série que mistura o mundo do conto de fadas com o mundo real.

Olha, há duas séries com a mesma temática este ano: esta e Grimm. Ao que parece, isso vai virar moda nos próximos dois anos, pois, no cinema, já apareceu uma versão da Chapeuzinho Vermelho e já há duas versões da Branca de Neve no forno, versão (1) e (2).

Eu gostei bastante dos três primeiros episódios, principalmente pelo enfoque original. Até onde eu vi, deu um “ziqui-zira” no mundo do conto de fadas e a rainha má estava para vencer. No desespero, a Bela Adormecida mandou sua filha recém-nascida para o mundo real, a menina que é a esperança de que tudo possa entrar nos eixos no futuro.

O  mais bacana é que, no nosso mundo, existem personagens que representam pessoas no conto de fadas: a prefeita linha-dura da cidade é a rainha, a “professorinha” é a Bela Adormecida,  e por aí vai. Ficar pensando nestas correlações torna a série ainda mais divertida. Vamos ver se vinga mais para frente, estou torcendo por isso!

Hell´s Kitchen / Kitchen Nightmares

Gordon Ramsey

Aqui juntamos várias coisas que eu gosto: cozinha, reality show, série e um cara muito carismático – Gordon Ramsey. Antes de qualquer coisa, ele já era bom naquilo que fazia antes da série: seu restaurante em Londres é o único com 3 estrelas no guia Michelin. Segundo, seu temperamento explosivo (sem ser fake) lhe dá uma característica única e torna seus programas interessantes.

O problema é que você tem que ter uma queda por reality shows… Caso contrário, assista a uma temporada de cada uma dessas séries e já está bom, pois o resto vai ser mais do mesmo.

Em Hells Kitchen, temos a fórmula genérica do Big Brother: entram um monte de cozinheiros e eles têm que se virar na cozinha sob a tutela do chef Ramsey. Entretanto, como disse, o cara é explosivo: os sous- chefs fazem besteira e ele “bate” sem dó. Aprendi a fazer Beef Wellington assistindo  a esse programa. A série é um ótimo passatempo!

Já em Kitchen Nightmares, a história é outra. Aqui Gordon vai até um restaurante que está decadente e tenta dar uma revitalizada no local. É bem interessante, pois mostra o que funciona e o que não funciona nos estabelecimentos, os vícios da cozinha, e como uma pessoa com ótimas intenções pode fazer um monte de besteiras. Vale muito a pena, não só para quem é do ramo alimentício, mas para qualquer pessoa que administra negócios. Além de diversão, tem muita coisa dessa série que se aproveita na vida prática!

Sherlock da BBC

Sherlock

Good God in Haven, pense em uma série boa; então, melhore-a muito: pronto, você tem algo perto do que foi a primeira temporada desta série da BBC! Primeira coisa a se saber: as temporadas de muitas séries inglesas tem somente 6 episódios de 45/50 minutos. E, na série Sherlock, isso também acontece. No entanto, aqui cada história se passa em dois episódios, o que faz com que a temporada nos apresente 3 histórias. Começa com “Um Estudo em Rosa”, referência direta ao “Um Estudo em Vermelho”. Esta versão do Sherlock se passa em 2010; apesar de tudo ser adaptado para a atualidade, o espírito do personagem do Sir Arthur Conan Doyle está lá. A cena do encontro entre o Watson e Sherlock é tão boa – senão melhor – quanto o que aconteceu no espetacular Enígma da Pirâmide. As deduções, as elucubrações, os diálogos são muito bem montados. Acertaram a mão na série! Outra coisa que me apetece é que a série é bem no estilo em que o escritor original fazia: com todas as pistas expostas, era “só” ter uma capacidade de dedução absurda que seria possível resolver o crime, pois estava tudo lá.  Aqui não tem a “frescurada” da Agatha Christie, em que seu Hercule Poirot tira coelho da cartola para resolver o caso. O único ponto triste é que me parece que a segunda temporada vai demorar, uma vez que o Watson desta série, Martin Freeman, está totalmente envolvido nas filmagens do Hobbit do ex-gordo Peter Jackson (ele será o Bilbo). Acredito que a série será retomada só depois que o filme estiver fechado.

Secret Diary of a Call Girl

Mais uma série inglesa que vale a pena! Neste ano, foi feita a quarta temporada, mas não vou dar

Secret Diary of a Call Girl

detalhes aqui, para não estragar a primeira e a segunda. Esta série segue outro molde de séries inglesas: tem 8 episódios de 25 minutos, ou seja, em menos de 4 horas você assiste à temporada completa. Muito, mas muito grosseiramente comparando, temos aqui uma “Bruna Surfistinha inglesa”. Uma garota de programa de luxo começa a fazer um diário e contar como é a sua vida particular e seus programas. Não há muita fantasia nem romance, uma vez que é baseado em fatos reais, mas o que muito me cativou foi o modo com que a história é contada: a Belle (Billie Piper) conversa com você durante os episódios, no mesmo estilo do Feris Buller em Curtindo a Vida Adoidado. Isso confere certa cumplicidade, pois parece que você é amigo dela. Vale à pena assistir! Arrisque os 2 primeiros episódios; se não gostar, terá perdido apenas 1 hora da sua atribulada vida!

Californication

Californication

Lembram quando comentei sobre a série “Free Agents” no post sobre séries de 2011? Citei Californication dizendo que, se você não se ferrou um pouco na vida, esta série não será tão bem aproveitada. Ok, isso ainda vale. Vamos a um overview da série: na primeira temporada, Hank Moody (David Duchovny) é um escritor que está com um “branco” e não consegue escrever seu segundo livro. O cara é separado, mas ama a ex. Ama ainda mais a filha, uma menina que, por sinal, deveria ganhar algum prêmio de atuação, pois dá um show e é realmente convincente. O problema do Hank é que ele age por impulso, é viciado em sexo, gosta de umas biritas e de uns cigarrinhos. Quando ele resolve juntar isso tudo, só faz merda… Por exemplo, ele traçou a filha do marido da sua ex, e a guria era “de menor”. E isso não é nada perto das outras coisas… Cada temporada tem um enfoque de história, mas são as reações pessoais e afetivas representadas na série que são um show à parte. Na segunda temporada, a seqüência das cenas de quando ele se separa da esposa é para ganhar qualquer prêmio da TV! Aquilo é real, não é novela das 8. Para constar: na quarta temporada, Hank está trabalhando como consultor para que seu romance seja adaptado para o Cinema.

 

Grimm

Grimm

Como já disse no começo, esta é a outra série que envolve a temática “conto de fadas”. Mas já adianto: desta eu não gostei. Basicamente, Nick Burckhardt é um detetive de polícia que começa a ter umas visões meio macabras – parecidas com aquelas que a monumental Charlise Theron tem no ótimo filme O Advogado do Diabo – e ele não sabe por que isso ocorre. Papo vai, papo vem, uma menininha some e ele vai investigar o caso. Aí, aparece um cara que representa um lobo, e é óbvio que só o Nick consegue perceber isso. Mais um pouco de história e aparece uma tia velha. Ele fica sabendo que é descendente dos irmãos Grimm e, por isso, consegue ver os vilões das histórias de fadas. Não preciso nem dizer que a menininha que havia sumido foi achada com outro cara – que também era um lobo – vestida com um chapéu vermelho… Sei lá, não rolou afinidade nesses dois primeiros episódios. Já existem um monte de séries policiais de detetives, não precisamos de mais uma! O enfoque original da Once Upon a Time é mil vezes melhor do que este!

The Killing

Sabe quando a HBO lança uma nova série e você quer assistir sem nem saber sobre o que é, simplesmente porque a possibilidade de ser coisa boa é muito grande (tirando Sex And The City, que eu acho um lixo)? O mesmo está acontecendo com o canal AMC: as séries dessa emissora geralmente são “coisa muito boa” (tirando Mad Man, que eu também acho um lixo)! The Killing é a refilmagem de uma produção original dinamarquesa. São 12 episódios em que o crime é esmiuçado ao extremo. Ela não é um “CSI da vida” em que, em um único episódio, são resolvidos 3 assassinatos. Nessa série, acontece um único crime, mas o que a diferencia das outras é o enfoque mostrado: a forma como a tragédia impacta na vida da família, como um assassinato pode atingir e influenciar até mesmo uma eleição para prefeito, e como o evento reflete na vida dos detetives.  São esses detalhes que deixam a série muito mais para um TwinPeaks do que um Cold Case. No começo, estranha-se um pouco, pois a série tem um ritmo mais lento; no entanto, isso não se torna um problema na medida em que história te envolve. Mais uma dica: como a série é ambientada em Seattle, assista com um guarda-chuva, pois chove o tempo todo!

American Idol

Já falei, admito e não tenho vergonha: gosto de reality show e assisto ao American Idol sim!

Esta última temporada era pra ser uma das mais críticas, afinal, a estrela da série, Simon Cowell, não iria mais participar; a Paula Abdul saiu no ano retrasado; a “picolé de chuchu” Kara Dioguardi foi devidamente esterilizada pela produção; e a “tapa-buraco” Ellen Degeneres deixou o reality pra ficar somente com seu talk show. Assim, a bucha era: quem colocar para formar o trio de jurados com o Randy Jackson uma vez que o ótimo host, Ryan Seacrest, também estava mantido? Quando anunciaram a Jennifer Lopez e o Steven Tyler, pensei: “pronto, estão aí a mocinha e o mal-humorado”. Pois bem, eu errei feio e a produção acertou de forma épica! A Jennifer Lopez se mostrou muito bem como jurada (ok,  sabemos que ela não canta bem, mas ela é um show completo – o famoso “Full Package” – e é isso que eles buscam nos candidatos)! Já o Steven Tyler demonstrou ser o cara mais gente boa do Universo, muito mais carismático que eu esperava! Seu grande sucesso no American Idol refletiu diretamente nas vendas das músicas de sua banda, o Aerosmith. Nesta décima temporada, a bancada não teve o mal-humorado e nem o carrasco, mas funcionou perfeitamente bem! Já está todo mundo com o contrato renovado, e eu já estou esperando Janeiro chegar para ver a próxima temporada!

Bom, existem mais séries pra comentar, mas eu ainda não terminei de vê-las. As minhas madrugadas estão ficando curtas!

That´s all Folks
@hugomagalhaes
@eugostodejogar

PS.: Como registro, vou me empolgar quando as personagens de conto de fadas forem enfocadas da forma como o J. Scott Campbell concebeu. Veja aqui e concorde comigo!

Agora sim eu vejo vantagem!

 
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Publicado por em 08/11/2011 em Geral

 

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