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A Jornada do Herói – Parte 4

09 nov

Olá mais uma vez pessoal!

Depois de um pequeno intervalo, onde aproveitei para falar do “Everything is a Remix“, volto essa semana para terminar a série de posts sobre a Jornada do Herói. Se você perdeu as três primeiras partes seguem os links:

Parte 1
Parte 2
Parte 3

A bem da verdade todo conteúdo já está dividido, não por acaso, em três partes nos posts anteriores. Procurei separar bem o Primeiro Ato, que Chistopher Vogler chamou de Apresentação, o Segundo Ato chamado de Conflito e o Terceiro Ato denominado Resolução.

Minha intenção ao alongar essa série de posts foi aproveitar essa estrutura de criação de histórias para ajudar você que quer montar uma aventura de RPG! Vamos recordá-la?

Pois bem, você já tem o esqueleto, basta seguir a filosofia de Kirby Ferguson “Copiar, Transformar e Combinar” (viu só como tinha um porquê para o Everything is a Remix estar no blog) e dar uma ambientação para essas etapas.

Você não precisa usar todas as etapas, mas procure dividir a história em três atos, isso não só dará ritmo para suas aventuras mas, ao final, fará com que seus jogadores se sintam recompensados.

Pensemos rapidamente em um exemplo:

“Um grupo de aventureiros se encontra em uma taverna, lá são abordados por um mago. Esse, os contrata para uma perigosa missão: recuperar um ítem que lhe foi roubado. Para cumprir a missão o mago os ensina a fraquesa do monstro que guarda o ítem. Os aventureiros adentram a masmorra, matam o monstro e recuperam o artefato. O caminho de volta se inicia, quando o criador do monstro ataca os grupo de aventureiros. O grupo, em meio a batalha acaba por liberar o efeito mágico do ítem, conquistando assim uma vitória triunfante. Ao retornar a taverna com o ítem já gasto descobrem que o intuito do mago era criar heróis para defender a região e não apenas recuperar o ítem.”

Reparem que as etapas estão aí, a história está fechada, basta agora criar pequenas cenas para cada uma das principais passagens e teremos uma aventura completa. Como sugestão separaria as seguintes cenas:

Cana 01 – Encontro na taverna

Cena 02 – Treinamento com o Mago

Cena 03 – Invasão do covil

Cena 04 – Luta contra o monstro

Cena 05 – Saída do covil

Cena 06 – Luta contra o verdadeiro inimigo

Cena 07 – Colhendo os louros.

A partir desse ponto sua aventura já possui um roteiro, que não deve ser mais elaborado, afinal queremos que todos os jogadores preencham as lacunas que faltam à história e o jogo se torne realmente divertido.

Por fim, o mestre deve apenas acrescentar algumas anotações ao seu material de apoio, como estatísticas dos inimigos e/ou outros detalhes que porventura achar necessário (mapas, desenhos, descrições dos locais). Acreditem, quanto mais referências vocês utilizarem, mais misturas construírem, mais interessante a coisa se torna.

Espero sinceramente que essa série de posts tenha sido útil para vocês, qualquer dúvida, comentário e críticas por favor deixem nos comentários.

Obrigado a quem leu até aqui. Agora vai jogar!

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Publicado por em 09/11/2011 em RPG

 

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