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Noite de Ano Novo – Resenha

09 dez

Noite de Ano NovoOlá, Senhoras e Senhores!

Lá vou sair da minha zona de conforto e falar sobre um filme em que o ponto chave são histórias românticas. A última vez que eu fiz isso foi em relação ao Amanhecer, da saga Crepúsculo, e coisa não ficou muito boa para o filme. De cara já adianto que a aqui o negócio vai ser “médio”.

Vou começar com uma comparação. Você já leu mais de um livro do Dan Brown? Caso afirmativo, é óbvio que você reparou que ele tem uma fórmula mágica, o que torna seus  livros basicamente iguais. O primeiro que você lê é bacana, mas os outros se tornam “mais do mesmo”.

Neste filme acontece algo muito parecido. O diretor Garry Marshall e a roteirista Katherine Fagate repetiram exatamente a mesma fórmula que utilizaram em Idas e Vindas do Amor, só mudaram a data: ao invés de ser no Dia dos Namorados, tudo se passa no último dia do ano. Esses dois filmes também são muito parecidos com o que Richard Curtis fez no ótimo filme Simplesmente Amor. Então, qual foi o problema? Se você assistiu a qualquer um dos filmes anteriores, com 15 minutos de sessão você já sabe exatamente tudo o que vai acontecer. A partir do momento em que você repete uma fórmula, ela perde impacto!

Para quem não viu os filmes que citei, a fórmula funciona mais ou menos assim: existem  várias microhistórias que são contadas separadamente e todas, de alguma forma, estão interligadas. À medida que o tempo passa, você começa a ligar os pontos e monta a correlação entre elas.

Em Noite de Ano Novo, que estréia nesta sexta-feira, dia 09/12, temos 9 núcleos de histórias, todos eles encabeçados por um ou mais astros de Hollywood. Sinceramente, eu não me lembro de ter visto tanta gente com nome de peso em um único filme. Para citar alguns: Jessica Biel, Jon Bon Jovi, Robert De Niro, Carla Gugino, Katherine Heigl, Ashton Kutcher, Lea Michele, Sarah Jessica Parker, Michelle Pfeiffer, Ryan Seacrest Hilary Swank, Sofía Vergara, Halle Berry, Zac Efron, e mais um tanto de gente. Como eu disse, aqui são microhistórias, mas não obrigatoriamente todos os atores interagem entre si. Por exemplo: temos o núcleo “Elevador” que envolve basicamente o Ashton Kutcher e a Lea Michele; núcleo “Hospital” com Halle Barry e Robert de Niro; núcleo “lista de desejos” com Michelle Pfeiffer e Zac Efron; e por aí vai. No final, todos estão relacionados. A teoria do “6 graus de separação” funciona muito bem aqui.

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Com relação à história, ela também é repetida. Último dia do ano e aquele clima de “virada”, de coisas novas, de vida nova. As pessoas tomam decisões para mudar suas vidas e tornar tudo melhor. O problema que me incomoda aqui é o de sempre: há fatos que você não muda de forma rápida, pois são necessários meses, até anos, para acertar algumas coisas. No entanto, no filme tudo acontece em questão de horas. Mas tudo bem, esta é a minha visão de velho, ranzinza e chato. Dá para dar um desconto… Afinal, todo mundo quer um final feliz, não fila na sala da terapia!

Um fato que eu achei muito exagerado foi a quantidade de propaganda. Lembra em “O Show de Truman” em que as propagandas eram feitas de forma descarada durante a transmissão do programa? Neste filme é quase a mesma coisa. Você pisca o olho e aparece a Nívea, pisca o olho novamente, Phillips, mais uma vez, Toshiba! Só com o dinheiro do “merchan” eles pagaram o cachê de todo o elenco! No final do fime, em uma única cena, eles fizeram 4 propagandas: filme do Sherlock, Starbucks, Toshiba e Creme Nívea! Exageraram na dose! Como diria a Sandra: “que deselegante”!

Alguns fatos que eu vi durante a sessão:

O diretor chamou metade dos atores de tudo quanto é série. Se você for reparando, acha várias figurinhas carimbadas, como: A Presidente do 24 Horas, várias pessoas do Grey´s Anatomy, o apresentador do American Idol, o novo “half man“, a cantora do Glee, e muito mais!

Dei risada quando aparece o presidente da empresa que organiza a festa do Ano Novo! Só não vou citar o ator para não estragar a surpresa, mas o sobrenome dele é Bullerton (ou algo parecido)!

Não adianta, por mais que a produzam toda, a Hillary Swank será sempre feia. Toda produzida ela já não é grande coisa, quando acorda, então, deve ser – ao lado do Cerberus – a guardiã da porta do inferno! Sorte que ela é uma ótima atriz!

E agora, a hora da verdade… Indico ou não indico o filme?

Vamos colocar uma condição: se você já assistiu ao Simplesmente amor ou ao Idas e Vindas do Amor, este filme não agrega muito, pois, como já disse, é “mais do mesmo”.

Agora, se você não assistiu a nenhum dos outros 2 filmes, vale à pena! É aquela velha história de comédia romântica com todos os clichês possíveis. Portanto, chama a namorada e faz uma moral, pois o filme não agride e garanto que é muito melhor do que Crepúsculo!

Confira aqui em qual cinema está passando o filme.

Para fechar, o trailer:

That´s all folks
@hugomagalhaes
@eugostodejogar
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1 comentário

Publicado por em 09/12/2011 em Cinema, Estréia

 

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