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Discutindo RPG: Decidindo o resultado das ações

11 jun

Olá!

continuando a discussão da semana passada sobre a arte de narrar (ou mestrar) uma sessão de RPG trago o restante do texto da Maria do Carmo Zanini.

“O sistema de decisão pode ser tão simples quanto disputar par ou ímpar com o jogador e ver quem leva a melhor. Entretanto esse critério dpa ao personagem do jogador um chance de apenas 50% de ter sucesso. Para tomar decisão mais justas e adequadas à história é preciso recorrer a um conjunto de regras que transformem características abstratas como Força, Inteligência, Habilidades, etc. em números. As situações criadas pelo Narrador são resolvidas em parte pela interpretação dos jogadores e em parte pelo resultado da combinação dos números. Um personagem com inteligência 3, dentro de uma escala de 0 a 10, certamente

não seria capaz de deduzir o plano malévolo do mago Shartras, apesar do jogador que interpreta ter sacado tudo sozinho. Por outro lado, um personagem que tenha a habilidade: Pilotar Caças é capaz de dar conta de um F18, mas não pode realizar uma cirurgia.

Existe um pequeno porém: mesmo que se use o bom senso e tenda-se a respeitar as características do personagem, há sempre situações em que fica difícil decidir o que fazer. Quem vence um luta entre personagens com habilidades de combate iguais? Será que mesmo os bonzões do pedaço não erram por pequenos detalhes ou por puro azar? Nesses momentos as regras costumam prever o uso de dados. Com alguma lógica por trás do lançamento dos dados a Sorte pode ser bastante útil.

Assim, para decidir se o personagem não muito inteligente do exemplo acima seria capaz ou não de descobrir o plano do inimigo, o Narrador pede ao jogador que lance um dado de 10 faces. Se o Jogador obtiver 3, 2 ou 1 (Inteligência 3) no dado, ele realiza a façanha, caso contrário (obtendo um número igual ou maior que 4), ele não percebe absolutamente nada.

Existem inúmeros sistemas completos de regras já criados, testados e publicados. Cada um deles possui pontos fortes e fracos e pode-se dizer que são mais ou menos adaptados a determinados cenários e situações. Entretanto, é preciso ressaltar que NÃO SEGUIR um sistema de regras não impossibilita o jogo. As regras apenas criam uma aparência de simulação da realidade”

Chegamos ao fim de mais um “Discutindo RPG”, espero que tenham gostado do texto dessa semana. Na próxima, colocarei algumas dicas rápidas para ajudar os Narradores inciantes. Enquanto isso perguto: o que você prefere: um sistema onde a mecânica é detalhada ou um sistema mais narrativo sem muitas regras?

@feliperecka
see you later elevator

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Publicado por em 11/06/2012 em RPG

 

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