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Lesser Shades of Evil – Resenha

05 jul

Oi pessoal. Tudo bem? Espero que sim. Hoje vou falar de um tema que é muito caro à ficção em geral: a imortalidade. Um dia eu comecei a pensar no filme Highlander. Depois de ler que provavelmente ganhará uma nova refilmagem, tentei relembrar os RPGs que poderíamos dizer que tratam do tema: o Vampire The Masquerade, Wraith The Oblivion e o Mummy… coincidentemente todos da White Wolf. Mas, numa dessas surpresas da vida, acabei topando com um RPG com um mundo bem diferente mas cuja a essência são as  seguinte perguntas: o que é a imortalidade? O que fazer com o tempo quando voce se torna efetivamente imortal? A sua vida (e a dos outros) perde a perspectiva diante desta assertiva? E que estranho RPG é esse? É o notável Lesser Shades of Evil. O criador do livro é o franco-canadense Pierre Kakos, tendo sido lançado em 2007 pela editora EOS Press. Devo comentar que os primeiros escritos deste livro, como podemos ler nos créditos começaram em 1997 então temos em mãos uma produção de aproximadamente 10 anos até o lançamento. Podemos dizer que isso representa bem a necessidade de seu escritor em fazer uma obra bem feita e apresentá-la no mercado. Vamos ao livro?

Lesser Shades of Evil (ou LSoE) é um RPG de cenário, por isso é necessário um certo conhecimento do mesmo por parte do mestre para que possa ser apropriadamente mestrado. Aos jogadores é sugerido que nada leiam do livro para que nada estrague a sensação que deve ser passada pelas características do mundo de jogo. No cenário, numa época futura inominada (que as histórias no inicio sugerem ser um cyberpunk sombrio) surgiu um homem chamado Ambrose Kingsway. Esse cara era um cientista genial e ele criou uma coisa incrível. Essa coisa é a maquina da imortalidade. O que faria essa máquina maravilhosa? Ela pega a consciência, a personalidade e suas experiencias acumuladas e transfere para uma esfera quase indestrutível chamada Essencia. Graças a isso, utilizando corpos especialmente preparados, é permitido que esse ‘transformado’ possa até mesmo utilizar mais de um corpo ao mesmo tempo, além de mais rapidez de reação, acumulo de informações, poderes eletromagnéticos, etc.

Feito isso, seu primeiro passo foi transformar os membros de sua família em imortais (ou Angelions, como seriam chamados posteriormente) e com eles garantir o apocalipse do mundo numa guerra suicida visto que, pelo ponto de vista de Ambrose, esta Primeira Era era “amaldiçoada e pecaminosa”. Eles conseguem tudo graças à habilidade de possuírem corpos e o plano é executado com perfeição (Os 7 familiares da história escapam incólumes à guerra graças à um bunker especialmente preparado para isso). Mil anos depois, usando seus conhecimentos científicos, a humanidade (e toda a natureza na verdade) é ressuscitada (sim, tudo foi morto pelos Kingsway) e lentamente moldada para receber a receber a doutrina do All-Seeing God (a doutrina criada por Ambrose; o Deus Que Tudo Vê) como guia de suas ações. Então os anjos deste deus, os Angelions, cuidariam para que essa humanidade bio-engendrada não seguisse os passos pecaminosos do passado que envolvia os abusos da tecnologia e da ciência em geral. Como resultado essa nova humanidade vive em um mundo pseudo-feudal em que os poderes são guiados pelos sacerdotes do All-Seeing God. Para ajudar a família Kingsway a controlar a crescente população, mais Angelions são criados (as personagens dos jogadores provavelmente surgem nesta época).

Mas como nem tudo é perfeito (?), um dos filhos de Ambrose, Ravencross, decide que a doutrina criada pelo seu pai é insuficiente para sanar o seu desejo de poder então ele enfrenta seus outros familiares, matando-os, capturando ou exilando-os. Ele vence a guerra mas como Angelions são seres poderosos a guerra gera uma tremenda devastação. E, sob este momento, é que os jogadores encarnarão os seus Angelions  efetivamente.

Este é um cenário em que muitos momentos deve lembrar o Vampire Dark Ages (imortais num mundo medievo) pois, além de tudo, o fato das personagens seguirem a doutrina do All-Seeing God obriga estes a agirem em segredo visto que as orientações de Ambrose orienta que o uso dos poderes devem ser utilizados para reforçar a crença no justo All-Seeing God. É um projeto de controle social que o Ravencross discorda mas que este se utiliza para colocar os Angelions no topo da pirâmide social. Então os jogadores podem ser fiéis à doutrima de Ambrose, contra ou estar fora desta disputa e agirem independentemente, mas assim como no Highlander um imortal sempre vai atrás de outro para ficar mais poderoso então as coisas podem se complicar…

Para ajudar nas suas tarefas (ou abusos) os Angelions tem poderes. Estes dominam 3 campos, por assim dizer (Gravitacional, Eletromagnético e Divino; este ultimo combina os dois anteriores, daí o nome). As habilidades do poderes lhes permitem voar, levantar coisas com a mente, explodir pessoas, dominar a luz, o calor, fazer tornados, ilusões, etc… enfim. Essas são sugestões do livro, porém o sistema permite uma certa customização dos poderes pra maior variedade.

O sistema do jogo usa o seguinte sistema Atributos + Perícia (Masteries) + modificadores. Esse número final é  seu Nível de Proficiência. Com este valor consulta-se uma tabela e rola-se uma número de dados de um determinado tipo como lá estão listados (podem ser d6, d10 ou d20s). Esta rolagem determina se teste foi bem sucedido ou não. Quando dados no valor máximo são rolados, estes podem ser rerrolados de novo numa categoria de dado maior para substituirem sua rolagem. Estes não podem ser rerrolados de novo se atingirem seu valor máximo.A rerrolagem de um d20 gera a rerrolagem de um d10 que é somada ao d20. Numa pool o que importa é o maior dado rolado e não a soma da pool então algusn testes com valor baixo podem ser bem difíceis. Para cada 3 números que o valor da rolagem passa a dificuldade base, podem-se adicionar efeitos especiais na descrição da cena trabalhados entre o mestre e o jogador para deixar a coisa mais épica. É uma maneira de dar um empurrão no roleplay. Isso também ocorre em testes resistidos (como combates). É um sistema simples, só necessitando da tabela, que é pequena, para saber os dados rolados por Nível de Proficiência.

Bom, é isso pessoal, espero que tenham curtido a sugestão de hoje. Fica a dica e bom jogo!!!

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Publicado por em 05/07/2012 em RPG

 

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