RSS

Na Estrada – Resenha

13 jul

Admito certa ignorância pela obra que originou o livro, nunca li. Como expectador do filme posso dizer que chegou um ponto que eu cansei!
por Hugo Fernando

Senhoras e senhores, assisti a adaptação do famoso livro “On the Road” do escritor Jack Kerouac. Meu conhecimento era mínimo, sabia que o livro foi uma obra importante que caracterizava a “geração beat” contando a história de um o cara (na verdade o próprio Kerouac) que caiu na vida, viajou pelo interior do Estados Unidos as vezes sozinho, as vezes com amigos, passando por experiências de relacionamento.

O filme não fugiu nenhum pouco disto. A diferença que os conhecedores da obra podem notar é que esta adaptação foi baseada no texto original (um rolo com mais de 30 metros) e não no livro editado. Para citar um exemplo, no livro, um dos fatores motivacionais para que Sal Paradise (Sam Riley) inicie sua jornada foi sua separação, já no texto original o motivo foi a morte do pai!

Gostei das atuações, com dois destaques, o primeiro para Garrett Hedlund (Dean Moriarty), ele convence interpretando todas as suas facetas que vão desde marido/pai até o cara drogado, passando por um golpista e michê. O outro destaque, como não podia deixar de ser, a Kristen Stewart (Marylou) também convenceu. É claro, ela não vai ganhar um oscar pelo papel, mas sempre que está envolvida o “fator Bella” pesa forte e acho que ela irá comprometer o personagem, isto não aconteceu. Muitos outros atores fazem participações rápidas no filme, Kirsten Dunst (Camile) interpreta a esposa de Dean, Viggo Mortensen (Old Bull Lee) um personagem que vive em New Orleans e tem grande influência sobre Sam Riley, Alice Braga e Steve Buscemi também estão presentes!

O que eu mais gostei no filme foi a trilha sonora, principalmente da primeira hora! Muito Jazz, Blues, Bluegrass. Na segunda metade parece que a música fica mais densa e pesa no clima do longa.

Assistam o Trailer

O grande problema desta adaptação é que ela se tornou arrastada depois de um certo ponto, o filme tem 137 minutos e após os sessenta minutos iniciais ele parece não ter fim. Acredito que por não conhecer a obra original fiquei com a impressão que o longa não tinha objetivo, as coisas aconteciam e não chegava em lugar algum, saí da sessão com a impressão que o filme teve 4 horas!

Hora da Verdade

Eu não gostei da adaptação, achei monótono e cansativo. Não indico principalmente se você, assim como eu, gosta de filmes mais dinâmicos e agitados. Por favor, se alguém leu o livro faça algum comentário comparativo entre as mídias que eu complemento o post!

That´s all Folks.
Twitter
FaceBook 

Ps. Para aqueles que querem saber sobre a informação “importante” eu respondo. Sim, a Kristen Stewart aparece pelada, mas como era de se esperar, ela não é lá estas coisas 🙂

Anúncios
 
7 Comentários

Publicado por em 13/07/2012 em Cinema, Estréia, Trailer

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

7 Respostas para “Na Estrada – Resenha

  1. herrmiller

    13/07/2012 at 11:36 AM

    NÃO VI O FILME, então posso falar bobagens, mas como LI O LIVRO, vou me atrever algum comentário prematuro :

    o livro é um livro CURTO, realmente nunca me passou uma impressão profunda, então eu imagino até que o filme vai mudar bastante o teor do que o livro passa.
    e o teor , PARA MIM ( cuidar que pode ter sido uma impressão de epoca, de quando li) o livro mostrou : uma AVENTURA VELOZ, cruzando os estados unidos, com algum clima bacana, mas essencialmente dinamico, ou ‘mochileiro’, deixa eu inventar termos aqui, haha, …..
    o cara encontra seu amigo, conversam no ap, fumam uns, e PÉ NA ESTRADA, viajam, viajam, depois o cara passa um tempo trabalhando numa fazenda, para ganhar sustento, conhece uma garota, e que me lembro, depois viaja, e viaja, …………..
    E É ÓTIMO, o clima do livro é bom sim, mas é MUITO DESCONTRAIDO, e o nome do tipo da musica é muito intrigante para nós : BOP , que eu imaginei que seri algum tipo de jazz, mas fiquei na duvida para que vertente iria, mais para blues ou não, e de qual ou tal tipo …. ?

    Eu aposto que o filme vai trazer mais drama, que o livro não conseguiu me passar,
    ?

    voce não falou, mas para os outros , parem de falar mal da Stewart, ela é fofinha, e tem a voz firme, esta virando uma grande atriz…. 🙂 …. humor em texto ( ou mesmo expressão ), levei uma juntada no facebook tentando algo assim, então sintam a descontração em minhas palavras 🙂

    LEIAM O LIVRO – os livros são sempre IMBATÍVEIS, mesmo quando as versões de filmes são boas, quase na totalidade tem algum TEOR FUNDAMENTAL na história que foi modificado.
    livro curto, leitura fácil, e tem as toneladas nos sebos da capital.

     
  2. herrmiller

    13/07/2012 at 11:42 AM

    Ah, um complemento, pode fazer toda a diferença o ‘estilo’ do espectador, se o filme pareceu se arrastar da metade pra frente, não quer dizer que va desagradar espectadores que gostam de filmes do WIN WENDERS, como Paris Texas, etc, muito pelo contrário… eu volto para retificar algo se precisar quando assistir o filme.

     
    • feliperecka

      13/07/2012 at 3:45 PM

      Eu iria esperar para ver o filme, mas como o Miller se permitiu dar um comentário prematuro, vou fazer o mesmo>

      “On the road” é um livro pelo qual nutro bastante carinho, talvez nem tanto pelo conteúdo, mas pela forma. Foi escrito por Kerouac em uma bobina de 30 metros, sem pontação, num fluxo de pensamentos que mistura o real e o onírico ritmado pelo Bebop alucinado dos anos 50 e uma boa doze de benzedrina.

      O livro é um marco da geração Beat, como bem destacou o Hugo, mas mais do que isso é o início da contra-cultura americana. A geração de Kerouac é filha daquela que viveu a quebra da bolsa em 29 e cresceu em um país desesperançoso onde os valores da família estadunidense foram colocados a prova. É uma geração cética que viu de perto a guerra, experimentou drogas, flertou com o Budismo, rejeitou o materialismo e buscou reforçar um lado dito “exuberante” da vida. Dela surgiram outros movimentos como o hippie.

      Nesse contexto Kerouac parte em uma jornada de autoconhecimento e “redescobrimento” de seu país, onde nos mais recônditos lugares pulsa a alegria genuína de uma festa regada a muita bebida, sexo e um jazz rápido (bebop). O livro se apresenta como uma longa jornada, como o Miller bem resumiu em seu comentário, e se apresenta de diferentes formas para quem lê. Para ele foi algo rápido, mas já ouvi pessoas afirmando que o livro é lento e sem propósito, para mim foi como viajar junto, sem se preocupar com o destino, curtindo cada momento.

      Acredito, não só pelo que o livro é mas pelos comentários que li a respeito do filme, que a reação do grande público será bastante diversa. Uns acharão longo e monótono, outros conversarão com a obra (por um motivo ou outro), outros ainda o colocarão em um pedestal.

      Enfim, meu conselho é: vá ver sem expectativa alguma, deixe-se surpreender, nessa viagem o que menos importa é o destino, mas sim o caminho.

       
  3. herrmiller

    13/07/2012 at 4:11 PM

    ótimos comentários.
    e sim, também viajei junto, curti muito cada momento no livro, tive uma sensação como a sua, achei rapido, foi imersivo, viajante, mas consigo até compreender quem falar que foi despropositado , lento e monótono, a obra tem um que disto e daquilo, e me soou magistral …. , eu só quero ver o que vou achar do filme.

     
  4. herrmiller

    16/07/2012 at 12:24 PM

    Já vi !
    E bem, não corresponde ao que o livro transmite, quem sabe pode até ser uma narrativa fiel ( ao manuscrito original porque ao livro também não é, o livro tem uma loucura leve, eu acho ) mas não impoem adequadamente o clima de ‘pé na estrada’ que o personagem viveu.
    O caminho até o periodo em que passou na plantação de algodão foi mais intenso.
    A música, mesmo sendo muito boa, acho que não foi adequadamente inserida, e isto foi algo que realmente não ajudou na parte ‘pé na estrada’ ….
    Mas os atores estão muito bem, e talvez seja um bom filme somente, se desconectar do alcance da obra literária, sei lá…..
    Se fosse para ficar um tanto parado e melancólico um ‘Win Wenders’ provavelmente faria melhor.

     
  5. Matheus Amorim

    17/07/2012 at 11:35 AM

    Estou lendo o livro, e na introdução, Eduardo Bueno (tradutor da edição) diz que “Na Estrada” é, para geração dos anos 1950, o que “O sol também se levanta”, de Hemingway, foi para a geração dos anos 1920. Li ambos, e honestamente, tive a mesma sensação que você, Hugo. Ambos os livros parecem diários dos autores; eles não parecem ter selecionado um acontecimento realmente interessante para relatar em livro, apenas quiseram registrar coisas que viveram. Ou seja, os críticos que colocam essas duas obras em um pedestal não estão errados; afinal, a falta de objetividade dos textos reflete exatamente o modo como pensavam os jovens daquela época. Os representantes da chamada “juventude transviada”, contemporâneos de Kerouak, queriam ser revolucionários, mas também queriam ser deixados em paz. E os jovens que viviam no período entre guerras também compartilhavam deste sentimento. Muitos haviam lutado na Primeira Guerra, e deixaram na Europa suas ilusões e seus objetivos de vida. Preferiam viver um dia após o outro, sem fazer planos, opis uma hora ou outra tudo poderia acabar de novo. Então, optaram por apenas viver, sem pensar nas consequências. Confesso que não foi um dos melhores livros que já li, mas tem seu valor, especialmente para conhecer o pensamento dominante naquela época.

     
  6. herrmiller

    18/07/2012 at 6:35 PM

    bem, independente do alcance literário da obra, o filme parece que vai ficar mesmo com as caracteristicas de : monótono e cansativo ….
    eu falei para a esposa que não valia a pena ir ver no cinema, que no cinema é melhor uma coisa mais ‘visual’, ela achou que NA ESTRADA seria assim, ou com algum outro atributo de intensidade que justificasse a sessão, não foi.

     

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: