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O Reino de Bhundamidão – Resenha

12 set

Um jogo leve e divertido por Caco

Olá Leitores!

Hoje lhes trago uma resenha do novo livro de RPG que será lançado pela RETROPUNK durante a RPGCON 2012 (que esta em finaciamento coletivo). Para minha surpresa (não gosto deste gênero de jogos) a leitura do .pdf, cedido gentilmente para elaboração desta matéria, foi fácil e agradável. O Reino de Bhundamidão, é um RPG cômico, mas mais que isso ele é sarcástico (você lerá muito esta palavra nas próximas linhas). Para jogá-lo, tanto o jogador como o mestre devem abandonar vários preceitos, conceitos e pré-conceitos, se sujeitando apenas à diversão pura e simples.

Lendo o .pdf, retornei a década de 80 quando nós nos reuníamos na Gibiteca para jogar Toon, ou muitos anos depois jogando o card game Magic The Gathering Unglued. O Reino de Bhundamidão reúne vários tipos de lembranças de vários jogos, dentro da originalidade do autor, não fica difícil ver onde ele buscou as inspirações.

Vamos à resenha!

Cap.1 – Passeando a Esmo pelo Reino.

Um dos capítulos mais interessantes pois traz o que, em minha opinião, é a parte mais importante de um jogo narrativo: a descrição! O mundo é original… ou nem tanto. Mais de uma vez podemos fazer paralelos com o nosso absurdo cotidiano e nos situarmos dentro do jogo.

Cap.2 – Regras para um Mundo Louco.

As regras foram desenvolvidas para que o Tirano e os jogadores sacaneiem-se entre si com relativa facilidade, tornando-o um verdadeiro jogo de esperteza e traição – bem mascarada, claro! …” ou não.

RPG´s com uma tirada cômica tem que ter sistemas de jogo simplistas. Aqui, tratando-se de um RPG narrativo, não vemos nenhuma inovação em termos de regras. As regras são simples e certamente irão cumprir o seu propósito (ainda não joguei, pra garantir): diversão de um ou mais jogadores durante a humilhação dos seus pares. Todo o sistema é baseado em dados de 6 faces.

Cap.3 – O cadastro de Indivíduos de Bhundamidão.

Neste capitulo são tratadas as mecânicas (simples) de criação de personagem. É dada bastante ênfase à personalidade dos personagens, pois sem duvida é um dos atributos mais importantes dentro do contexto do jogo. Tudo é bastante descritivo durante a construção e o texto gera pouca (ou nenhuma) dúvida sobre os próximos passos.

Cap.4 – Estampas de selo.

Neste capitulo são apresentadas as raças. Muitas delas comuns aos olhos de um RPGista experiente, como anões, elfos e goblins. Outras, totalmente novas, como os maravilhosos energúmenos (desde a introdução eu já fiquei a fim de jogar com um!), uma raça que evoluiu magicamente dos burros. Os energúmenos são a principal raça de Bhundamidão e imprimem por todo o reino traços de sua características nas leis, religiões e organização pública.

Pastor Energúmeno!

Cap.5 – Ossos do Oficio.

Este capitulo apenas descreve as perícias mais usuais. Regras de como utilizá-las e alguma descrição sobre o comércio e suas nuances.

Cap.6 – Classificados de empregos.

Aqui as classes e profissões que podem ser adquiridas na criação de personagem são descritas. Vão desde aristocratas até mendigos. A escolha das peculiaridades (pequenas vantagens e desvantagens que dão cor a personagem) também é feita aqui. As peculiaridades descritas são bastante interessantes e abrem uma grande possibilidade de criação de novas em futuros suplementos.

Cap.7 – O que não por no Currículo

Aqui entram as definições do que poderíamos considerar como os atributos. Os jogadores têm direito a 140 pontos que devem ser distribuídos entre determinação vitalidade (os mais importantes), além de estupidez e macheza.

Cap.8 – Crenças Mitos e Outras perdas de tempo.

Mais uma vez ponto positivo para as descrições originais (ou não) sobre o panteão. Nesse capítulo são descritos os principais templos, além de contar com o excelente adendo: Lendas, boatos e mentiras.

Cap.9 – Conduzindo a barca.

É o capitulo que fecha a condução do jogo em si, mostrando que como Tirano (mestre), deve e não deve agir. Mais uma vez há um alerta aos players que o jogo é construído sobre humor negro, sarcasmo e tiração de sarro; tudo isso faz parte do jogo.

Cap.10 – Monstros bestas e afins.

Descreve as criaturas mais incomuns deste já incomum reino. Não há limites para o que você pode inserir no Reino de Bhundamidão. Os monstros apresentados servem para os Tiranos balizarem suas próprias criações.

OPINIÂO

Eu gostaria de ter mais imagens do RPG pára lhes apresentar, mas, mehor do que isso, na própria página da Retropunk, está disponível um fast play e seis divertidos personagens prontos.

Últimas considerações: o jogo parece ser divertido! Embora eu não goste muito deste gênero, não pude deixar de notar muitas qualidades. Acho que mais uma vez a Retropunk acertou em trazer para o público um RPG nacional de boa qualidade, dentro do gênero narrativo, o que já se tornou uma referência no cenário nacional.

Bem nem tudo são flores não é? (insira aqui um tom sarcástico de sua escolha) Eu achei que muitos capítulos poderiam estar fundidos ou agrupados em menos categorias. Seria mais interessante que toda a parte de cenário estivesse numa área, a criação de personagem em outra e numa terceira as regras e mecânicas, mas lógico isso para o meu gosto. A ordem e escolha dos capítulos não são deméritos reais ao jogo, ou a jogabilidade.

Parabéns a RETROPUNK e ao Matheus B. Funfas pelo lançamento! Aguardaremos com certa ansiedade para ver o jogo completo, em sua versão final!

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1 comentário

Publicado por em 12/09/2012 em Geral, RPG

 

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Uma resposta para “O Reino de Bhundamidão – Resenha

  1. Carlos Alexandre

    12/09/2012 at 1:56 PM

    Darei uma olhada…mas pessoalmente não acho que vá me agradar,mas pelo menos,primeiro vou olhar,depois atiro as pedras…(droga,onde está aquela maldita catapulta?!?!?!?)

     

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