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O Abismo Infinito – RESENHA e Promoção

19 set

Grata foi a sensação ao ler este livro para resenhá-lo, por Caco

Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você.

Friedrich Nietzsche

Mais uma vez eu estou maravilhado com o John Bogéa (que achado hein Guilherme). Terminei de ler o Abismo Infinito e posso dizer que, sem dúvida alguma, é um dos cenários mais bem escritos para se jogar um jogo de ficção cientifica que eu já pude ler, mas como nem tudo são rosas, mais uma vez esbarro no sistema. Sendo eu um jogador mecanicista, me sinto sozinho no espaço do novos RPG’s narrativistas. Não entendeu? Eu explico…

Abismo Infinito, ou simplesmente AI como irei se referir a ele doravante, é um RPG de narrativa livre no qual os jogadores se propõem a explorar o infinito do espaço e, como verdadeiros heróis, trazerem algum alento a devastada terra ( podem usar aqui o trocadilho como acharem melhor) no longícuo ano de 3000. Sim,a nossa Terra já era, precisamos de recursos e lugares habitáveis para continuar nossa eterna sina de destruir tudo ao nosso redor.

Parece um cenário pessimista? Mas não é, na verdade é bem pelo contrário. Em AI os jogadores são Argonautas, ou seja, fazem parte da tripulação de uma nave de exploração Classe Argos. Os argonautas são a última esperança da Terra. São eles os abnegados heróis que viajarão dezenas e talvez até centenas de anos em busca de novos planetas para terraformar, ou minerar, ou de alguma forma explorar em beneficio daqueles que simplesmente resolveram ficar na Terra e levar suas pacatas vidas presas ao um respirador de boca (assumindo que nesta época em muitos lugares o ar já se tornou novamente irrespirável sem esses aparatos).

O capítulo chamado Expedições ao Infinito, descreve a situação da Terra. Todas as nuances sobre a exploração, os perigos já conhecidos do espaço, como asteróides, buracos negros, explosões solares, ventos solares (radiativos) são descritas nesse capítulo. Também são descritos os malefícios de se hibernar durante muito tempo a fim de realizar estas longas viagens sem envelhecer. Minha referência visual é do recente filme Prometheus, e também do clássico O planeta dos Macacos (versão de 1968). Alguns membros da tripulação acordando e sendo recepcionados por máquinas e andróides, descobrindo que um dos membros não conseguiu chegar ao destino pois sua cápsula criogênica falhou!

Mas espere, morrer antes de chegar ao destino não é o pior destino de um argonauta, há várias doenças e malefícios ligados a criogenia prolongada que ainda estão em estudo. Um desses males é conhecido como sonhar acordado, no qual o argonauta está acordado e sua mente pensa que ele continua a dormir, ou ele continua a dormir e sua mente pensa que ele esta acordado!

O capítulo Caindo no Abismo nos mostra como explorar e utilizar todo o condensado, porem riquíssimo, cenário que foi apresentado anteriormente. Aqui o autor revela em quais fontes ele bebeu… (eu ouvi alguém falando interiormente Cthulhu? Se foi errou não tem Cthulhu nesse livro, ele pode ate aparecer na sua aventura, mas ai é com você!).

O capítulo Gênese e Resolução explica as regras, que na minha parca experiência com jogos narrativos, me dizem ser o menos importante. Os argonautas são construídos com duas bases sólidas para a narração da história seus medos primordiais (cada jogador deve escolher pelo menos 1) e suas âncoras (em numero de 1 a 6). Estas duas características apenas somadas a uma frase de efeito, uma profissão e obviamente ao nome do personagem são suficientes para o Mestre do Espaço ou só mestre, colocar profundamente o medo no coraçãozinho dos jogadores. Os narradores com uma pegada sadística vão se deliciar ao torturar os jogadores por horas sem que eles (pobrezinhos) saibam que estão, ou não, sonhando.

Todas as regras são voltadas para a narração de cenas. Então se você pretende se candidatar a uma vaga de mestre do espaço leia muito e assista muitos, muitos filmes (os B são geralmente os melhores).

É neste capitulo que “a porca torce o rabo”. O jogo trata-se um jogo de ficção cientifica, dos bons, porém ele não é um jogo HARD SCIFI, onde existem muitas listas de equipamentos mirabolantes, armamentos, gadgets científicos e todas essa parafernália que acompanha um cenário de ficção cientifica. Como eu sou um jogador e mestre que não esta acostumado com o narrativismo, minha primeira grande idéia foi transferir o cenário para o RPG Traveller (quem já jogou sabe que é bom demais), para então desfrutar do aterrorizante cenário no meio de inúmeras regras mirabolantes de naves e equipamentos (mas bem esse sou eu!) Tenho certeza que você leitor, e narrador mais jovem, terá muito mais maleabilidade e utilizará este livro na integra.

No capítulo final, Conduzindo o Pesadelo, vem o acabamento do jogo. Umas pinceladas que delimitam os poderes e deveres do mestre do espaço, além de dicas para os mestres: como sintonizar o grupo com a história, o clima e os demais elementos do jogo, como criar as aventuras, dicas para narrar as manisfetações e ilusões e, é lógico, uma aventura pronta para guiar os mestres mais carentes de experiência. Fecha o capitulo o cenário de Autocnia-66 sendo descrito para tanto servir de exemplo para a criação de novos modelos como para ser integramente utilizada durante as aventuras.

Sobre CD de áudio: São 12 trilhas (tracks) para dar um clima denso as suas aventuras. Combine a música de fundo do CD e diminua as luzes da sala, e eu garanto que 40% do medo estará presente em sua narrativa. Não são musiquinhas, são sons de fundo, que ajudam  a caracterizar os ambientes de nave, espaço e planeta, todas eles foram muito bem escolhidas!

Para completar, posso dizer que a leitura foi pesada (pelo clima), mas extremamente agradável. Junto a leitura vieram muitas lembranças e referências, bons filmes assistidos e livros lidos. A pesquisa do John foi de primeiríssima qualidade. Sem dúvida, se ele tivesse tido a oportunidade de lançar esse livro no mercado americano, receberia uma proposta do querido Steve Jackson para fazer um GUPRS Abismo Infinito.

Se você é um fã de ficção, não deixe de ler este livor!, Mesmo que seja somente pelo cenário.

…se você escreve RPG’s de ficção, eu ainda estou no aguardo de um RPG brasileiro que concatene um bom cenário, com uma enciclopédia de regras!

Para os fãs do tupiniquim fica a dica de conhecer também o RPG Nacional chamado Millênia de Igor Moraes, lançado na década de 80 pela GSA.

Para fechar essa matéria com chave de ouro, vai aqui uma das nossas promoções espetaculares. A RETROPUNK Editora e o Blog Eu GOSTO DE JOGAR  darão um exclusivo Abismos Infinito autografado pelo John durante a WRF2012. O prêmio consiste no livro autografado com cd de áudio incluso e um escudo do mestre.

 Promoção O Abismo infinito vai tragar você!

Para ganhar é fácil, fácil basta achar a página do Eu Gosto de Jogar no facebook (não, não daremos o link aqui, você terá de batalhar pelo seu prêmio jovem argonauta). Na pagina do facebook você deverá achar o post com a  foto do autógrafo exclusivo para os leitores do blog, dar um curtir no post, na página e também na página da RETROPUNK, por fim compartilhar a postagem na sua linha do tempo. Faça isso quantas vezes achar melhor, cada compartilhamento será contabilizado a seu favor! O sorteio será pelo Facebook/sorteie-me no dia 29/09/2012

Siga o resuminho pra não se perder:

1-       Vá ate a página do Eu Gosto de Jogar. (curta ela)

2-       Ache a postagem com a foto do autografo do John.

3-       Curta essa postagem

4-       Compartilhe essa postagem e se certifique que Url do sorteie-me esta sendo compartilhada.

5-       Vá ate a página da Retropunk Editora e curta ela também.

Game On!


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4 Comentários

Publicado por em 19/09/2012 em Geral, RPG

 

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4 Respostas para “O Abismo Infinito – RESENHA e Promoção

  1. Reginaldo Dias Dos Santos

    19/09/2012 at 1:59 AM

    Gostei da resenha, sou fã dos RPGs de ficção cientifica, ainda não pude comprar o Abismo Infinito, mas irei fazer em Breve, gostei também do Space dragon (comprei o pdf) e tenho em casa essa raridade que é o Millenia da Antiga GSA, vou aproveitar e participar da promoção!!!

     
  2. Rafael Martins

    19/09/2012 at 9:37 AM

    O Abismo realmente é muito bom. O livro me cativou absurdamente e o cenário gera possibilidades diversas. Assim como o Caco, fiquei meio apreensivo com o sistema, sendo meu primeiro pensamento uma adaptação para o sistema Alternity, hehehe. De todo modo também compreendo a intenção do sistema elaborado pelo Bogéa e toparia umas sessões para ver “qualéqueé”.

     
  3. John Bogéa (@JohnBogea)

    19/09/2012 at 12:04 PM

    Grande, Caco. Valeu pela resenha. 😀

     
  4. Nerdbully

    23/09/2012 at 1:03 AM

    Millenia é velho, mas é de 1995.

     

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