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Os 5 piores jogos de todos os tempos

11 jan


Jogos capazes de levar o mais são boardgamer à loucura (pela ruindade)!

por Gustavo Vazquez Ramos

A vida de um boardgamer não é fácil. Você entra no elevador com uma coisa maravilhosa como Agricola ou Dominion e perguntam se você tem filhos ou se são “tipo Banco Imobiliário”. Você vai visitar um parente e ele, sabendo que você gosta de jogos, te convida para um truco.

Ou, mais provavelmente, para jogar uma dessas bombas abaixo.

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Estes cinco jogos chegaram ao topo, ou melhor, ao fundo do poço graças à votação popular no site Board Game Geek. Por mais anti-democrático que você seja, é difícil tirar alguma qualidades dessas coisas horrendas. E para provar que a humanidade está perdida faz tempo, são jogos extremamente conhecidos.

JOGO DA VELHA

Alternam-se os jogadores marcando “xis” e zero (ou círculo, “o”, whatever) em um grid de 3 x 3. O primeiro a fechar uma linha vence.

Inventado lá por 1300 a.c., provavelmente por primatas que não haviam ainda evoluído, este treco tem tido uma função fundamental em muitas salas de espera. Pena que não funciona. Qualquer jogo entre dois adultos com cérebros normais irá sempre acabar em empate. Provavelmente o maior disperdício de papel em branco que se possa imaginar.

SERPENTES E ESCADAS (ou tobogãs ou ladeiras etc.)

Funciona assim – todos começam na casa 1. Você rola o dado e anda esse número de casas. Se terminar no espaço de uma escada, você “sobe” ela até um número mais alto. Se você terminar em uma ladeira/cobra/etc., você volta várias casas atrás. Incrível, não? Parece que versões mais avançadas usam uma regra especial: quem tira 6 joga de novo. Que beleza!

Resumindo o problema: a única ação do jogador é lançar o dado e seguir mecanicamente o resto. Este treco foi inventado na Índia por elefantes, mas parece que lá não há escadas, apenas ladeiras (sério). De acordo com o wikipedia, este jogo é um “clássico” – informação que eles tiraram do about.com, uma página similar ao wikipedia, que geralmente tira suas informações deste último.

BINGO

Geralmente uma freira sorteia números entre 1 e qualquer coisa, que o jogador marca em sua cartela (que possui apenas alguns desses números) se este número estiver lá. Se ele não estiver, o jogador não marca. O primeiro a marcar todos os números de sua cartela ganha um prêmio, que pode ser desde uma moto zero quilômetros a um carrinho de mão.

Admito que me espantei pelo Bingo ser considerado um jogo. Mas eis o século XXI. Pôquer é considerado esporte por alguns…

BATALHA (ou guerra ou luta ou ah, que se dane)

A parte mais difícil (se você é um anfíbio) provavelmente é dividir um deck normal de cartas em duas pilhas. Os jogadores AO MESMO TEMPO viram a carta do topo. Quem virou a maior fica com ambas. AVISO: em caso de empate, quem vencer a disputa seguinte leva tudo! Quando o deck acaba você pode reembaralhá-lo e continuar jogando até apenas um jogador ter cartas. Ou, quando o primeiro deck acabar, ganhar quem está com mais cartas. Você deve decidir isso com teu adversário – está em vossas mãos!

CANDY LAND

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O menos conhecido da lista, Candy Land é uma espécie de Escada e tobogãs e cobras e serpentes feito por uma norte-americana muito esperta que sabe bem qual é o ponto fraco de todas as crianças: doces. O nome do jogo é “Terra dos doces”, e a ideia é que as crianças (veja o desenho) estão indo para esta terra encantada onde não é necessário comer arroz ou feijão, mas apenas chupar balas o dia inteiro.

Como funciona: você quer mesmo saber? Tá bom: você puxa uma carta aleatória. Ela terá uma cor – digamos, o azul. Você move tua peça para o próximo espaço azul no tabuleiro! Há também variações das escadas (arco-íris) e há “cartas especiais” – um biscoito, digamos, que é um espaço no tabuleiro. Não importa onde você esteja, você vai direto para este símbolo.

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“You see? You see? Your stupid minds! Stupid! Stupid!”

Talvez esta lista ficaria mais completa com a inclusão do “Jogo da Vida”, atualmente o sétimo pior no BGG, onde “vida” significa tão somente “fatos aleatórios”. Mas acho que de dor e sofrimento o mundo já está repleto, então deixaremos isso para uma futura lista…

Claro que sempre há aquele pedabobo que argumenta que esses jogos são feitos para crianças. É verdade, assim como o chiclete é uma “comida” feita para crianças – e que não alimenta coisa alguma, faz mal aos dentes e é cheia produtos químicos. Observe que tirando o jogo da velha, que possui pouquíssimas possibilidades, nos outros não há sequer escolha – você e um computador jogando é, basicamente, a mesma coisa.

Um grande jogo infantil – e existem inúmeros – é aquele onde a criança precisa não apenas utilizar seu aparelho cognitivo para fazer associações de cores e tamanhos, não apenas usar da habilidade manual, mas tomar as tão importantes decisões. De mecanicidade, já basta passar o dia em frente a uma televisão, não acham?

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Publicado por em 11/01/2013 em BoardGames, Geral

 

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