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Iron Dynasty – Resenha

17 jan

Um bom exemplo de como o sistema Savage Worlds possui à sua disposição excelentes cenários de aventuras 

Por Guido Faoro Conti

capa

Pois é meus caros. Já citei neste blog muitos dos cenários macarrônicos (ou spaghetti) que eu mais gosto. Dentre eles temos jóias como Shadowrun, Deadlands, Rifts, etc. Seguindo esta linha, desta vez venho com mais uma boa proposta de cenário. Principalmente se voce curte um bom L5R. Se trata do maluco Iron Dynasty. Escrito por Sean Preston e lançado em 2010 pela editora Reality Blurs este bacana suplemento do sistema Savage Worlds nos apresenta um Japão fictício inspirado fortemente nos filmes chambara mesclado com uma boa dose de stempunk.

Essencialmente, o cenário fala sobre a história do isolado arquipélago do reino de Konoyo. Tudo começa quando um imperador é assassinado por emissários estrangeiros e há a escolha dentre um entre dois gêmeos herdeiros do mesmo trono como o novo imperador. O gêmeo preterido, após perder a chance de obter o trono na época, por estar afastado, é exilado. Os ajudantes do novo imperador tentam matá-lo, mas falham. Ele retorna, agora auto-denominado Rei Bruxo (Witch King) e com um exercito de máquinas assassinas toma o império de seu irmão. Ele falece, a história se repete e desta vez um novo Rei Bruxo tenta retomar o trono de sua prima, a Imperatriz. Durante uma festa de recepção entrega um presente (um jarro mágico) à prima que cria uma grande maldição ao reino e o trono fica vazio. A Guarda de Honra, composta por seus generais começam a dividir o reino em países, cada um toma uma parte do antigo império. Mas eles são loucos e isso tem várias consequências, de guerras à destruição do formato clássico feudal japonês de classes.  E este é o cenário de aventura. Um mundo de tumulto e possibilidades onde os personagens podem fazer diferença.

Essa quebra do cenário com a rigidez das castas japonesas tem um lado bom e um ruim para o cenário. O ruim é que conceitos (ou o drama) baseados nestas diferenças de classe ficam prejudicados, não tendo a força que teria em outros cenários. O bom é que a amplitude de conceitos de personagens cresce (a criação de uma gueixa guerreira, por exemplo, fica menos absurdo) e facilita a criação de um grupo de personagens mais heterogêneo (fica melhor pra explicar porque um samurai não tem a vontade imediata de cortar a cabeça de seu companheiro artesão). É claro, isso também é uma questão de gosto. Mas também não vejo por que o mestre não possa fazer uma versão mais rígida de Iron Dynasty. Não precisa nem mexer muito.

Falando em conceitos, estes são bem variados. Os jogadores podem ser ninjas, samurais, gueixas, ashigarus, artesões, yakusas, ganso (que é a versão oriental de um inventor maluco stempunk), armeiros (gunsmith; para armas de pólvora), kensei (um guerreiro hiper-dedicado à um tipo de arma), makoto (um cara com poderes divinos), yamabushi (monge guerreiro), onmyoji (um tipo de mago elemental), e pertencer a muitos outros conceitos.

mapa

O sistema oferece uma série de templates (modelos) a serem aplicados ao sistema de criação do livro de regras do Savage World. Os conceitos Ganso, Makoto e Onmyoji usam versões modificadas do Edge Arcane Background para que se adequem melhor ao cenário (as Edges são vantagens para customizar seu personagem). A ideia é fazer com que as personagens tenham na sua planilha refletido que elas de fato compõem o cenário. O livro também traz uma série bacana de Combat Edges para ajudar a criar o estilo de combate de seu artista marcial (os criadores escolheram uma rota similar ao do clássico Sengoku ao invés do modelo de L5R). Há também uma pequena sequencia de novas Hidrances (desvantagens) para serem escolhidas referente ao cenário.

O sistema Savage World é simples e acessível. Os atributos determinam o tamanho do dado (que variam de d4 a d12) e as perícias determinam o número de dados rodados (cada perícia é ligada a um atributo). O que vale é  o maior valor rolado nos dados (que pode sofrer modificadores ou não). Os jogadores e os NPCs importantes são “ases” então eles também tem um Wild Dice que pode ser rolado para substituir o resultado rolado do teste caso dê um numero maior. A iniciativa nos combates é determinada por valores em cartas, quanto maior a carta mais rápido voce age (se voce tirar um coringa, voce age quando quiser no turno). Testes resistidos usam a máxima “quanto maior melhor” (desempates são de acordo com o tipo de dado do teste). Testes estáticos (sem resistência) dependem de números-alvo para sucesso.

samurai

Enfim, um bom cenário não poderia ficar sem um bom bestiário. E existe uma lista bem razoável de criaturas para incluir no jogo. Muito bom. Na parte de equipamento temos a descrição de muitos itens e na parte das armas tem uma coisa que eu gosto muito que são os desenhos de todas elas. Fica mais fácil imaginar o personagem assim, empunhado-as. A descrição dos países dentro do reino de Konoyo é bem interessante e convincente, com uma descrição geral das principais facções e NPCs de cada lugar. Infelizmente as estatísticas dos NPCs mais importantes não são fornecidas, mas creio que o objetivo é fazer com que o mestre os crie (dessa parte não curti muito).

Bom, fica a sugestão desta quinta. Felicidade e sucesso à todos. Até a próxima!

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1 comentário

Publicado por em 17/01/2013 em RPG

 

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