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Back from the dead… os jogos que ressuscitei nas férias – Parte II

25 jan

Mais dois jogos dos quais cheguei a pensar em me desfazer – o que, ainda bem, não fiz!

por Gustavo Vazquez Ramos

Rowboat

Um monstrinho bem esquisito este Rowboat. Comprei na minha época de “fazer acervo” – os gráficos me atraíram – e havia jogado duas partidas incompletas com ele. Pareceu-me um tanto sem profundidade e acabei esquecendo-me dele.

O jogo, pra ser franco, usa um baralho tradicional de cartas, mas com um tema náutico – o rei é a baleia, o ás é uma âncora, não há copas e ouros mas remos e ondas – além de algumas poucas cartas especiais. Cada turno coloca-se X cartas na mesa (varia de 4 a 12) e cada jogador possui uma mão de cartas com o mesmo número. As cartas possuem um nível de força que depende da carta que está na mesa – por exemplo, um 2 de remo na mesa faz com que a mais forte seja o 2 de onda, depois as cartas de remo, depois os 2 de concha e vento etc. Mas não é apenas vencer o máximo possível de cartas que o faz um vencedor – você precisa apostar quantas cartas você vai ganhar, e se você apostar mais ou menos do que conseguir ganhar acaba perdendo pontos.

O que me fez decidir ressuscitar o jogo foi assistir ao vídeo que Tom Vassel fez sobre ele. Vassel comentou que Rowboat é muito melhor sendo jogado em 4 pessoas (duas duplas), e fui testar isso (antes eu só havia jogado em dois jogadores). E é verdade – você precisa decidir com seu parceiro, sem um ver as cartas do outro, quanto acham que vão ganhar. Ao longo do jogo acontecem muitos momentos de discussão, provocação à dupla adversária, confusões, desentendimentos, o que torna o jogo muito mais engraçado e divertido do que com apenas um jogador contra o outro.

Já te mando um golfinho na cabeça…

O jogo possui um aspecto retrô, com os desenhos parecendo serem da década de 50, e de fato nos dias de hoje jogar qualquer coisa com um deck normal de cartas parece algo deslocado. Mas no fim é um jogo inteligente e, vou sincero com vocês: após passar uma hora se referindo às cartas como “um explorador de ondas”, “uma sereia de vento” ou “uma âncora de remo”, quando olho para o tradicional “valete/rainha/rei” e “copas/ouro/paus/espada”, parece-me algo totalmente sem graça!

JS

Warrior Knights

A versão original da década de 80 (existe um remake da Fantasy Flight Games)! Este eu havia comprado na Escócia em uma loja de segunda mão, nos primórdios de minha vida como boardgamer. Tentei jogar umas duas vezes com uns amigos e o jogo sempre terminava mal, com todo mundo de saco cheio e querendo voltar pra casa…

Após muito anos morgando, decidi mostrar o jogo para outras pessoas… e voilà, valeu muito mais do que os trocos que paguei por ele! Cada jogador cuida de um grupo de cavaleiros que precisa conquistar certo número de cidades para vencer. Como há poucas cidades no mapa, não demora muito para que um comece a pelejar contra o outro…

Na verdade não foi somente o grupo novo que mudou as impressões do jogo, mas duas outras coisas: o primeiro foi termos mais experiência. Uma das partes mais importantes do Warrior Knights é a fase de votação. Há várias leis para serem aprovadas e os jogadores precisam discutir bastante e fazer negociações para decidirem o que acontecerá. No início essa ideia nos era muito nova e não soubemos aproveitá-la adequadamente. É preciso lábia, malandragem, promessas, súplicas… posso dizer que metade do jogo depende destas fases, e não as jogando corretamente todo o negócio vai pro brejo.

Outra foram algumas mudanças de regras que o próprio autor fez que torna a fase de batalhas mais dinâmica. No original, antes de cada jogador mover e atacar, uma “carta do destino” é sorteada e ativada. Geralmente com efeitos catastróficos, matando cavaleiros e destruindo cidades, elas tendem a fazer o jogo não só demorar muito, com os jogadores constantemente voltando ao ponto zero, mas também podem ser injustas certas vezes (por exemplo: o jogador mais rico perde metade do dinheiro). Com as novas regras alguns eventos foram retirados (como esse citado acima), além de que a chance de uma carta ser comprada é de mais ou menos 60%, ao invés dos 100% anteriores. Assim o jogo se dinamiza e se torna muito mais interessante.

Admito que não é nenhuma obra-prima perdida, mas é um jogo correto e original. Outro que escapou da foice…

JS

Na semana que vem… jogos que foram para as trevas!

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Publicado por em 25/01/2013 em BoardGames, Geral

 

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