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God of War: Ascension – Resenha

12 mar

Kratos está de volta nesta “prequencia” da história do herói espartano. Neste jogo temos mais detalhes sobre o que aconteceu entre o trato com Ares até o fatídico rompimento.
por Hugo Fernando

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Senhoras e Senhores.

Desde o momento que foi anunciado, a única atenção dada ao novo título do God of War foi a implantação do modo multiplayer, muito pouco foi dito sobre a história.

Teoricamente o jogo será lançado nos EUA hoje, 12/03, mas ontem, passei em uma loja especializada em jogos e vi que o novo título já estava disponível. Não tive dúvidas, comprei e garanti o divertimento da noite.

Ainda não acabei o jogo, mas pelo desenrolar da história, a quantidade de troféus e o nível que estão minhas armas, acredito que estou perto do fim. desta forma, já posso dar uma ideia do que é o novo jogo.

Começando pela história, fique tranquilo não tem spoiler forte.

Primeira fato a saber, as inimigas do jogo são as Fúrias. Aí você coça o queixo e pergunta: Mas quem são as Fúrias. No começo do jogo já colocam um vídeo explicando quem são estes seres, para ajudar faço um resumo. As Fúrias são entidades que tem como objetivo fazer com que os outros seres cumpram as promessas feitas. Caso alguém quebre uma promessa esta pessoa deve ser punida. Pronto, com isto em mente fica mais fácil explicar o enredo jogo.

Kratos foi preso e está sendo torturado por uma das Fúrias. Ele quebrou a promessa de entregar sua vida a Ares (God of War I). Mas como todos sabem não existe prisão que segure nosso herói, mesmo acorrentado o espartano consegue fugir e inicia uma perseguição à sua torturadora. Quando alcança a Fúria ele a derrota e neste ponto o jogo volta três semanas no passado. Aqui a coisa começa a ficar interessante. Kratos ainda não quebrou a promessa, e ele esta em conflito consigo mesmo. Por ter matado sua família ele tem alucinações e vê coisas que o distrai. como segue a risca seu código de honra, por mais que saiba da artimanha de Ares, ele tem dúvidas se mantem sua palavra com o deus da guerra. Neste ponto da história entra Orkos, filho de Ares com uma das Fúrias, por conhecer toda a história de Kratos e Ares ele tenta conduzir o espartano a não honrar mais sua palavra. Este é o pano de fundo da história. Ela avança no futuro, volta ao passado e desta maneira mostra como Kratos lida com a situação. Este conflito interno é o que torna o herói grego mais humano, nunca em nenhum outro dos 5 capítulos Kratos se mostrou tão frágil.

O vídeo abaixo mostra os primeiros trinta minutos de gameplay, (por enquanto a pior parte do jogo foi este começo):

Minhas impressões.

Este começo do jogo foi bem chato. É aquele mais do mesmo. Exatamente igual a qualquer outro da série, os primeiros eram bons pois se tratava de novidade, agora já enjoou. O jogo chamou minha atenção no momento que voltou três semanas no tempo. Ali as coisas começaram a se definir. Até este momento você não tem uma ideia clara por que está mantando os bichos.

Quando li sobre as Fúrias achei os personagens meio inadequados, mas ao jogar e entender a participação delas na história, ficaram bem mais interessantes. Além disso o personagem Orkos ajuda muito no suporte ao enredo.

Não gostei muito dos inimigos e monstros. Sinceramente tem alguns inimigos que eu nunca ouvi falar e muito menos li nos livros de mitologia grega. Super moscas??? Homem Elefante??? Que é isso gente, não precisa apelar. Os inimigos clássicos também estão lá, mas ficaram anabolizados e perderam um pouco do charme que tinham nas primeiras versões. Para citar um exemplo: A Medusa parece que foi idealizada pelo Joel Schumacher para participar do filme Batman e Robin, em vez de ser um monstro sombrio parece um carro alegórico de tão colorida.

Gore, Gore, Gore!

God of War sempre foi conhecida por sua violência e pelo enorme banho de sangue. Neste novo título isto foi potencializado. Todos os inimigos maiores são estripados com detalhes quando mortos através do quick time event. Depois de alguns minutos de jogo, buchada do centauro e o cérebro do “homem-elefante” passam a ser fatos corriqueiros.

Modificação sutil nos controles.

Em função de um novo sistema de lutas e magias, ouve uma modificação nos controles do jogo. Nos primeiros 30 minutos estranhei, mas depois tudo já estava fluindo normalmente.

Um novo tipo de quebra cabeça.

Mais uma vez fica clara a inspiração de outro jogo em God of War. Estou falando especificamente do segundo Prince of Persia. Naquele jogo, você viajava no tempo e ora o palácio estava novinho, ora estava caindo aos pedaços. Isto agora faz parte do GoW também. Não é bem uma viagem no tempo, mas é um artefato que faz com que você possa ter controle sobre o ambiente. Você pode destruir ou restaurar o cenário. Ficou muito bom e isto da uma nova dimensão aos puzzles do jogo. Além do Amuleto de Ouroboros, existe também a Pedra da Jura de Orkos, com ela, um segundo Kratos aparece e pode te ajudar a passar pelas fazes, seja resolvendo os quebra-cabeças, seja lutando contra o inimigo.

Dimensão dos cenários e personagens

Há momentos que fica complicado a luta. Assim como no God of War III, este novo jogo tem cenários épicos e gigantescos. No começo da partida, você luta em cima da cidade que se move, porém para dar a dimensão do cenário, os desenvolvedores fazem um zoom externo muito grande, desta forma você fica minúsculo na tela. Eu tenho uma TV de LED de 46″ e por vários momentos eu simplesmente sumi no jogo.

Eu não vi uma evolução muito grande nos gráficos do GOW III para o GOWA. posso dizer que eles são equivalentes, o único momento que saltam aos olhos comparando com qualquer outro jogo é quando Kratos está mergulhando. Ali sim a diferença foi grande.

Já publiquei este trailer antes, mas é sempre bom rever “From Ashes”

Um ponto negativo no jogo, e posso dizer em toda a série, é a questão de cada vez menos eles estão utilizando os personagens gregos conhecidos. OK, depois do GOWIII fica difícil uma vez que Kratos matou todo mundo, mas este jogo é inclusive anterior a GOW CoO. Eles poderiam ter utilizado os monstros clássicos e não “a cobra piton”. Mais uma vez, eu nunca ouvi falar deste bicho em nenhum conto.

Multiplayer

Bem, este é o ponto que menos me interessa no jogo. Joguei a versão beta teste e achei bem ruim. Mas o problema sou eu e não o jogo. Não gosto de games online. Eu trabalho umas 10 horas por dia e faço mais uma porrada de coisas, quando jogo online, sempre aparece um coreano de 15 anos que não faz nada da vida a não ser jogar. Não tenho como competir contra ele, por isso nem perco meu tempo. Em todo caso, neste fim de semana testarei a versão final do multiplayer e comento na próxima terça.

Totalmente traduzido para o português! (não gosto do termo localizado)

Sim senhoras e senhores. O jogo está totalmente traduzido para o protuguês, quer seja o audio ou os textos. Acho isto bem interessante pois facilita e muito a compreensão da história. O problema é que depois de 5 títulos jogados, a voz do Kratos tem que ser a do TC Carson e a narradora tem que ser a Linda Hunt. Qualquer coisa que não seja estes dois causa uma forte estranheza!

Detalhes menores.

Os menus foram modificados, isto pouco impacta no jogo, mas agora quando eu paro o jogo, eu tenho que procurar a informação. Nos jogos anteriores eu já sabia de cor e salteado onde estava tudo!

Não existe mais save point, tudo está automatizado. Isto ajuda muito na fluidez do jogo, você não tem que ficar se preocupando em salvar a todo momento. O problema é que se você gostava de salvar em vários slots diferentes o mesmo jogo para fazer testes, isto não é mais possível!

Hora da Verdade

Jogo bom, mas ele só engrena mesmo depois de umas duas horas de jogo. O ponto de virada é o momento que a história começa a ser mostrada. Vale a pena, principalmente se você gostar da série. Se você já jogou algum outro GOW e não gostou, não precisa nem testar este aqui. Comparando com os 3 primeiros este é mais fraco. Não é que seja ruim, é que os outros três estão muito acima da média.

That´s all Folks.
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ps. A Porra da Sony poderia lançar estes jogos na sexta-feria. Com isso eu fechava o jogo no sábado, escrevia a resenha no domingo, revisava na segunda e publicava na terça. Tudo lindo, Agora, lançar o jogo numa segunda-feira brava é complicado!

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4 Comentários

Publicado por em 12/03/2013 em Vídeo Game

 

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4 Respostas para “God of War: Ascension – Resenha

  1. herrmiller

    15/03/2013 at 6:56 PM

    a multidão de garotada ultra ases nos multiplayers realmente assusta no começo, e a verdade é que muito jogo não se segura muito bem na versão multiplayer, especialmente quando o jogo tem características muito ‘arcades’, ou não passam de uma diversão efemera para jogar um pouco e matar a curiosidade, provavelmente GOW será deste tipo também, falo isto pelas caracteristica que ele tem; é um jogo para percorrer e se divertir com o single e não esperar muita coisa do multiplayer….
    multiplayer funciona bem para jogos mais realistas, ou consistentes como os RTS , onde o nivel de desafio é sempre alto mas a experiencia de jogo é profunda para o jogador que se atreva a perder algum tempo até conseguir a adaptação inicial e alcance condições de fazer boas partidas com a maioria dos jogadores do segmento….
    mas a presença de alguns expertises e fanáticos realmente sempre assustam e de fato podem estragar a experiencia de jogo de qualquer um se topar com estes sujeitos o tempo todo, hehehe…
    mas de modo geral como disse, a persistencia no estilo até atingir um grau mais maduro normalmente vale a pena nos jogos que tem ‘estofo’…. por exemplo :
    quando comprei ROME TOTAL WAR a despeito do quanto o tema me interesse, pensei que jamais conseguiria atingir um nível que pudesse me tornar competitivo com a ‘galera’ do jogo, mas bastou que um veterano me desse as coordenadas de montar um exército coerente para me ajudar a ‘ter alguma chance’ , que com o tempo eu me surpreendi com meu desenvolvimento e hoje posso me considerar um jogador muito bom, MAS, ainda sou menos que sofrivel se me atrevo a jogar com um exército que desconheço totalmente as habilidades ( com bárbaros por exemplo ) …
    mais um exemplo, o exemplo ruim : dia destes comprei o BAD COMPANY2 que é uma espécie de BATTLEFIEL 2.5 , e, ora vamos, o multiplayer dele não consegue reter a minha atenção por meia hora, porque simplesmente é uma arena de combate muito sem consistencia, rapidissima, onde voce mata e morre o tempo todo, e não consegue sentir um mínimo que seja de ‘experiencia de combate’ que é o que um titulo destes em modo multiplayer pareceria sugerir, o que não impede que tenha uma legião de fãs, mas com certeza serão todos daquele tipo que voce falou, que parecem que não fazem mais nada do que ‘se profissionalizar’ no jogo e acabar com a sua diversão, hehehe…..

     
  2. herrmiller

    15/03/2013 at 6:59 PM

    ah, lembre-se que voce falou que iria comprar o MEN OF WAR, e façamos o seguinte, o dia que ele tiver em uma promoção ou cair o preço para uns 10 dólares, eu corro te cobrar a promessa, aí voce adquire ele e fazemos umas partidas para voce não morrer sem ter este tipo de experiencia de jogo, hehehe…..

     
  3. Marcos Vinicius

    24/04/2013 at 9:12 PM

    ola amigo . gostaria de apenas saber sua opinião sobre os GOWs para o console PSP ( GOW CoO e GOW GoS ) . o que achou dos jogos ???

     

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