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Card Games do passado – Mythos

30 mar

Houve uma época em que os CCG (Collectible Card Games) eram a febre do momento – nos primeiros anos após o surgimento do Magic chegaram a co-existir dezenas e dezenas de jogos, dos mais complexos, como Netrunner, aos mais simples e mal-feitos, como The Crow. Um dos jogos mais elogiados da época foi Mythos, da Chaosium Horror, que trata sobre o Cthulhu Mythos, as histórias escritas por H.P.Lovecraft e outros autores do terror.

Cheguei a jogar bastante este jogo e posso dizer que foi um dos meus favoritos. Primeiro, era um daqueles em que importava mais saber montar um deck do que possuir as melhores cartas – por incrível que pareça, é completamente possível fazer um deck excelente apenas com cartas comuns! Dois, ao contrário dos CCG usuais, onde você deve atacar o inimigo (embora você também possa fazer isso), neste o objetivo principal é completar missões. Funciona assim:

Você viaja de localização em localização, sendo que cada uma possui características como “inside” (locais fechados), “cemetery” (cemitério), “forest” (floresta), etc. Cada local está em uma região (Arkham, Paris, etc.), que indica o tipo de aliados que você pode encontrar lá (por exemplo, para encontrar Charles Dexter Ward você precisa estar em Providence). Lugares instáveis possuem um portal, com o qual se pode conjurar monstros. Além disso, os locais indicam o que você pode encontrar neles – para conseguir um tomo é necessário uma biblioteca ou livraria, para um artefato um museu etc. Inegavelmente um ideal temático poucas vezes igualado.

Para vencer o jogo você deve completar certos pontos em missões. As cartas são textos com uma história tipo assim: “Você acordou um DIA e viajou até um CEMITÉRIO DE ARKHAM onde um ALIADO CORRUPTO te apresentou um TOMO maligno que ensinava a conjurar um MONSTRO”. Ok, não são assim tão simples, mas a ideia é que você só pode completar a missão após ter jogado uma carta para cada quesito em caixa alta – você deve ter visitado um cemitério em Arkham, tem que possuir um aliado corrupto, um tomo, deve ter conjurado um monstro e ter jogado um evento temporal de dia.

É possível chamar os monstros, sim, para atacar seu adversário. Só que você perde sanidade fazendo isso. Basicamente eles destroem os aliados do oponente e, na falta desses, eles causam danos de sanidade. Que é curada em sanatórios. Como eu havia dito, o tema está perfeitamente sendo usado. Bem diferente do card game Call of Cthulhu, que tematicamente é absurdo – a turma do Cthulhu unindo-se com os policiais para brigar contra a turma da Universidade do Arkham aliada com a máfia? Dá um tempo… (mas o joguinho até que é bacana).

A arte do Mythos também é excelente e se podemos apontar um defeito é que o jogo pode ser bem tranquilo – quase um multiplayer solitaire. Além disso um jogador que saiba montar um deck é imbatível. Na verdade, um bom montador de decks do Mythos irá com umas 40 cartas comuns destruir um amador que possui a coleção completa.

Infelizmente o jogo, assim como muitos da época, foi interrompido indefinidamente. Caso você queira conhecer – ou possua o jogo e queira jogar/conhecer outros jogadores/comprar ou vender as cartas que possui, deixe sua mensagem! Para fãs do Lovecraft & co., este jogo pode ser muito interessante!

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Publicado por em 30/03/2013 em BoardGames, Cardgames, Geral

 

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