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A arte gráfica nos board games

08 jun

Uma área riquíssima mas pouco notada dos board games.

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Semanas atrás fiz uma entrevista com Ariel Seoane, um designer gráfico de board games talentosíssimo e aprendi muitas coisas sobre esta arte. Você pode conferir a entrevista no site da Meeple House, além de eu falar mais sobre ela abaixo.

Quero passar algumas outras informações aqui, principalmente explicando como é a visão de um board gamer comparada ao de um jogador de Magic: the Gathering ou de miniaturas.

Sendo direto, um jogador de M:tG obviamente vai se interessar muito pelo artista que faz o desenho de suas cartas – que raramente não são fantásticos. Agora, graficamente o jogo não teve muitas mudanças extremas – de fato, existe basicamente a versão atual e a versão original. Obviamente foi um passo enorme e ousado, e que deu muito certo. Mas o padrão agora se mantém de uma coleção a outra e, caso haja outra mudança, também durará por anos.

Um jogador de Warhammer 40K, como nossos amigos das Tropas Polares, possuem miniaturas que são também belíssimas, e que mantém um padrão. Isto é, se você compra um lançamento, ela precisa fazer sentido com o todo, com uma miniatura antiga. A embalagem precisa ser bonita, mas não é algo determinante e que precise de inovações constantes.

Isso tudo são fatores intrínsecos aos próprios jogos em si, que trabalham em uma estrutura própria.

Agora, imagine um board gamer. Um board gamer irá jogar não um, não dois, não três… não dez, vinte… não cem, duzentos… mas muito mais jogos totalmente diferentes entre si. Eu mesmo já joguei bem mais de 300 jogos. E cada um desses jogos tem um sistema diferente, com regras diferentes, caixas únicas e, principalmente, um design diferente.

Na verdade, designs diferentes, ricos, ousados, nos agrada enormemente, enquanto que se manter a um padrão causa grande incômodo. Não é raro board gamers que não gostam de wargames tradicionais por eles não ousarem, não alterarem os padrões já pré-estabelecidos, e até mesmo se recusam a jogá-los por terem ideias ultrapassadas graficamente.

Para exemplificar o trabalho do artista dando uma ideia mais clara, vejam esse protótipo:

E o produto final:

Apesar do protótipo já ser muito bom, o artista, Chechu Nieto, fez algo fantástico no produto final. Quem entende de design gráfico sabe bem o trabalho que é acertar na questão de cores, tamanho, fontes… mesmo a decisão de colocar a cor cinza no track de VPs, por exemplo, já é algo que exige muitos testes e imaginação.

Mas como disse Seoane na entrevista, “o trabalho do designer artístico é uma daquelas coisas que quando é bom, ninguém nota, mas quando está ruim todos se incomodam”. Caso você tenha interesse em saber mais, dê uma checada na entrevista completa, que ficou muito bacana e onde me aprofundo mais nessas questões.

Um grande abraço!

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Publicado por em 08/06/2013 em BoardGames, Eventos, Geral, RPG

 

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