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Boardgame: Forbidden Island – Resenha

02 set

Depois de um não tão pequeno intervalo trago mais uma resenha do Daniel “Desastrado” para vocês. Hoje ele vai contar um pouco da experiência dele com o jogo de tabuleiro Forbidden Island. Jogo cooperativo onde os jogadores disputam uma partida contra o tabuleiro.

Forbidden Island

Vamos falar de coisa boa, o assunto é Forbidden Island. Esse jogo, como tantos outros, eu vi pela primeira vez no programa de youtube do Will Wheaton (Tabletop, no canal GeekandSundry), achei extremamente simples, cativante e divertido e resolvi comprar. Com ele em mãos chamei amigos para jogar e posso dizer que é puro sucesso. Jogo simples, bonito, envolve estratégia na medida certa e também não é rápido demais nem demorado demais. E com esse empolgação e devido à notícia recente de que o jogo será trazido para o Brasil (pela Devir), resolvi escrever um pouco sobre essa belezinha.

Enfim, trata-se de um jogo onde exploradores buscam quatro artefatos em uma ilha misteriosa, proibida se preferir. Cada artefato representa em realidade um dos 4 elementos (água, ar, fogo e terra). O problema éque ao chegar na ilha ela começa a reagir aos intrusos e começa a se defender afundando.

Irei estruturar o texto de uma forma que gosto, tendo um sumário das regras primeiro e depois criticando e comentando os detalhes do jogo.REGRAS

O jogo é feito para 2 a 4 pessoas, mas possui 6 escolhas de personagens, cada um com uma habilidade especial e atuam em total cooperação, pois o objetivo do jogo envolve pegar os 4 artefatos e todos saírem da ilha juntos e vivos através do ponto de helicóptero (Fool´s Landing). Não existe vitória individual em Forbidden Island.

Tabuleiro formado pelo tiles

A imagem acima demonstra uma mesa pronta para jogar. Os quadrados em forma de cruz são uma representação do mapa da ilha. São dispostos aleatoriamente e isto, por si só, já oferece a cada partida um diferencial em termos de dificuldade e estratégias empregadas para a vitória. Para pegarmos um dos artefatos é necessário conseguir quatro cartas do artefato e trocá-las no quadrado com o desenho respectivo (são dois quadrados para cada artefato). O baralho laranja é de onde saem as cartas de artefato, além de 2 tipos de carta que auxiliam o grupo (sandbags e helicopter´s lift) e 1 que atrapalha e é uma das grandes inimigas do sucesso (“Waters Rise!”). Mais à frente explicarei estas cartas.

A cada rodada, cada jogador, em ordem, passa por algumas fases. Primeiro ele faz 3 ações (movimentar, shore up/emergir,dar uma carta para outro jogador e trocar cartas por um artefato), isto feito, ele pega duas cartas do baralho laranja e, por fim, tira cartas do baralho azul. Este contém imagens de todas as localizações do mapa. Representa quais quadrados irão afundar. E reparem, essas cartas entram em jogo ao final da vez de cada jogador, então já se pode imaginar que é a todo momento algum território começa a afundar.

Quando você tira a carta de uma localização, você vira o quadrado para ser verso (que fica em coloração azulada, para indicar que está imergindo), e caso você tire a carta de um quadrado já imergindo, ele afunda de vez e você tira ele da mesa. Localização afundadas não podem ser utilizadas. Logo, se afundar um dos quadrados em que é permitido trocar cartas por artefato, ele deixa de poder ser utilizado para este fim, e se afundarem todos os quadrados para pegar um dado artefato e este artefato ainda for necessário, perde-se o jogo. Perde-se o jogo também se o Fool´s Landing afundar, pois todos ficam sem ter como escapar da ilha. Abaixo uma imagem dos territórios afundando.

 

Tiles virados

 

Mas o que fazer? Os territórios afundam e só podemos rezar para que não afundem os quadrados errados? Não, claro que não. Com as suas 3 ações, como já dito, você pode mover (cada ação permite você sair do quadrado que está para um dos adjacentes, com a restrição de que apenas um dos personagens pode andar na diagonal), e com outra você pode fazer um “shore up“, uma emersão, ou seja, um  quadrado azul claro adjacente (novamente, apenas um personagem trabalha com diagonais) é virado e fica como se nunca tivesse começado a afundar. Quadrados afundados não voltam para o jogo. Além disso, os sandbags (sacos de areia) podem ser usados para “desvirar/shore up” qualquer quadrado, adjacente ou não, e o helicopter lift transporta todos os personagens no seu quadrado para qualquer outro quadrado, ajudando na estratégia de movimentação, especialmente por não gastar uma das suas ações. Adicionalmente, é necessária uma carta dessas ao final do jogo para que os personagens possam fugir da ilha a partir de Fool´s Landing.

Até este momento, espero que esteja claro que o jogo funciona na base dos jogadores ficarem mantendo acima d´água os quadrados essenciais e se movimentando para cá e para lá, enquanto esperam as cartas certas e as trocam entre si (pois um jogador tem que ter as 4 cartas do artefato consigo para poder trocá-las).

Cada personagem tem uma habilidade especial, sendo elas: agir diagonalmente (explorador), se movimentar através de quadrados afundados (mergulhador), se movimentar para qualquer lugar no mapa(piloto), enviar cartas para qualquer personagem (mensageiro), fazer “shore up” em dois quadrados ao mesmo tempo (engenheiro) e fazer com que outro personagem ande até 2 quadrados (navegador).

As última peças para entender Forbidden Island são: o marcador de dificuldade, que é aquela peça que parece uma régua e que é numerado de 2 a 5 e possui os níveis de dificuldade do jogo (novato, normal, elite e lendário, existe uma versão do jogo em que não existe o nível lendário); e a carta “Waters Rise!”. A régua de dificuldade começa no nível escolhido, em um jogo novato estará em 2. Este número indica quantas cartas que afundam as peças serão tiradas a cada vez de cada jogador. Já se pode imaginar que à medida que este contador sobe, mais coisas se afundam, podendo chegar a 5 cartas por turno (lembrando que cada jogador só tem 3 ações). Caso o contador chegue até a caveira, perde-se o jogo – aliás, em Forbidden Island, existem várias formas de
se perder.

Mas como o contador sobe? Simples, toda vez que você tirar a carta “Waters Rise!” no baralho laranja (aquele em que cada jogador tira 2 cartas em sua vez), você sobre o marcador em um tracinho (o que pode ou não aumentar o número de cartas) e se reembaralha as cartas azuis.

É isto, existem, como sempre, detalhes pequenos, mas que são mais interessantes para quem for jogar o jogo de fato. Vamos aos comentários ao jogo em si.

COMENTÁRIOS

Apesar de gastar vários parágrafos explicando o jogo, uma vez montado o jogo diante de você, é bem simples. Cada jogador tem uma quantidade boa de ações, permitindo que normalmente todos conseguem fazer algo
útil em sua vez; as ações são simples, permitindo que jogadores casuais também se divirtam com Forbidden Island. O tempo de jogo aproxima-se de meia hora (podendo ser maior se o grupo gostar de pensar estratégia demais).

A Ilha

A variação entre os níveis de dificuldade pode parecer algo bobo e simples demais, mas é bem efetiva. Por ser um jogo que depende de manter os lugares importantes funcionando e assegurar que o caminho para esses lugares e para a fuga fiquem acima d´água, começar tirando mais ou menos cartas do baralho azul faz muita diferença e o nível lendário irá contar com boa estratégia. Os dois baralhos são pequenos e é normal que em uma partida você use eles todos duas a três vezes. Ou seja, por mais que seja aleatório, no jogo mediano, você vai passar por todas aquelas cartas, inclusive os “Water´s Rise” (são 3 dessas), dependendo de que você faça direito a troca de cartas e as movimentações, economizando assim turnos. No nível lendário é comum se
perder o jogo, quando o marcador chega na caveira, indicando que se demorou demais e saíram “Waters Rise!” suficientes para acabar com vocês!

Um detalhe que me falaram uma vez e eu duvidei e agora dou a cara a tapa: o jogo é para 2 a 4 pessoas, mas ele fica mais difícil se jogado com menos pessoas. A razão disto é que não importa a quantidade de pessoas, você tem que pegar 4 artefatos e o mapa tem o mesmo tamanho.

Ainda que certos elementos se compensem, quando se tem 4 jogadores eles conseguem cobrir áreas maiores do cenário além de terem acesso a mais habilidades especiais dos personagens. Então, caso tenha dominado
o nível Lendário, jogue ele com apenas 2 jogadores e se divirta.

A qualidade física do jogo é maravilhosa, não sei se a Devir manterá este padrão (espero que sim, e também o padrão de preço, que é de aproximadamente 15 dólares), mas as imagens são bonitas, a caixa metálica (que possui uma ilustração de se babar e sempre chama a atenção das pessoas quando vão escolher o que jogar) e o encaixe plástico acomodam perfeitamente os componentes do jogo e as peças que representam os artefatos são belíssimas. Uma crítica vinda disto é o fato de que essas peças maravilhosas não são usadas no jogo… elas servem apenas como um lembrete de você ter já capturado aquela peça ou não… e nada mais. De certa forma, pega-se a parte mais bonita e bem feita do jogo e sua utilidade não passa de um marcador de sucesso.

Para quem quiser ver a partida deste jogo no Tabletop, só acessa AQUI o link, mas já aviso que o programa é em inglês e sem legendas (até o presente momento). Várias lojas vendem este produto (ainda em sua versão em inglês), mas além de termos uma versão nacional em breve, o jogo pode ser facilmente jogado sem domínio do inglês.

Isso aí galera, espero que tenham gostado. Não esqueça de deixar sua opinião nos comentários. Aceitamos sugestões de resenhas também. Abraço!

 

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Publicado por em 02/09/2013 em BoardGames

 

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