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47 Ronins – Resenha

23 jan

@cacorpg foi ao cinema empolgado mais pelo tema que pela produção, e sendo um fã entusiasmado da obra de Koike & Kojima ( O Lobo Solitário), lhes digo senhoras e senhores que valeu a pena!

47 Ronins - Poster do cinema.

47 Ronins – Poster do cinema.

O filme é uma adaptação do File homônimo 47 Ronin de 1994, uma produção japonesa cuja o título original é ” Shijûshichinin no shikaku” que é um drama de ação que mostra sem muita fantasia a saga de 47 samurais sem mestre liderados por Kuranosuke Ôishi, personagem que também retorna no remake de ação de 2013 porém sem ser o principal ator, e finalmente foi baseado numa versão em preto e branco de 1941 “Genroku Chûshingura” em português saiu como A vingança dos 47 Ronins.

A versão atual do filme é um filme de ação e fantasia, nos melhores moldes do bom e velho RPG “Legends of Five Rings” e é protagonizada por Kai (Keannu Reeves), um menino demônio criado por Tengus, mas que foge e encontra abrido no feudo de Osano.

reprodução histórica dos 47 ronins

Como no Japão feudal clássico, o shogunato é quem governa todos os lordes, e quem arbitra as disputas entre os mesmos. A história se intensifica quando o Shogun vem ao feudo de Asano para através de um torneio evitar a continuação da guerra entre os feudos de Osano e Kira. Intrigas na corte, magia envenenamentos e tentativas de assassinato levam ao shogum determinar a morte de Asano por Sepukku e para encerrar a guerra em um ano ele determina que a filha de Osano se case com Lorde Kira. Oishi (Hiroyuki Sanada) e todos os samurais leais ao feudo de Asano são banidos, ou seja tornam-se ronins, mas ainda desejam vingar a injustiça causada a seu mestre pelas maquinações de Lorde Kira.

O filme traz excelente fotografia, e figurinos, e poucos e bons efeitos especiais com destaque para a concubina feiticeira Mizuki (Rinko Kikuchi) e suas magias de transformação. Boas cenas de ação, e lutas bem coreografadas dão o toque final.

O filme será sem dúvida nenhuma uma fonte de inspiração aos mestres do velho L5R (AEG) e do novo Blood & Honor (REDBOX), mostrando como conduzir a corte, combates a inserção dos gaijins no cenário de uma maneira mais mística, pois o personagem Kai é constantemente chamado de “Halfbreed” ou seja mestiço, mas em nenhum momento fica exatamente claro se ele é mestiço por parte de estrangeiros ( um grande estigma social para a época) ou por parte de demônios.

Ficha técnica do filme:

Estreia: 24 de janeiro de  2014 (Brasil) e 25 de dezembro 2013 ( USA).

Direção: Carl Rinsch

Duração:127 minutes

Orçamento:170 milhões de dólares

Arrecadação na estreia: 9+ milhões de dólares

Roteiro: Chris Morgan, Hossein Amini

O sucesso deste título parece estar ameaçado, entre várias controvérsias durante a filmagem onde o personagem de Kai tem precedência na história sobre o personagem histórico do Samurai Oishi, atrasos e decisões mal tomadas parecem ter arrastado o filme para um possível fracasso de bilheteria, no entanto o filme tem muitas qualidades, que talvez apenas nós nerds e geeks possamos apreciar.

 

Algo que me decepcionou foi o uso extremo da figura tatuada do Zombie Boy (Rick Genest) na publicidade do filme e sua aparição no mesmo foi medíocre, relegada a duas rápidas passagens na mesma cena e com apenas uma fala sem importância, sem dúvida eu esperava ver ele entre os elementos da fantasia do filme, mas ele foi deixado entre os piratas, adequado porem medíocre.

Game On

 
2 Comentários

Publicado por em 23/01/2014 em Cinema, RPG

 

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2 Respostas para “47 Ronins – Resenha

  1. Igor roberto Mattos dos Anjos

    23/01/2014 at 1:52 PM

    Se o filme é tão bom assim, me explica porque ele está sendo cotado para o “Framboesa de Ouro” deste ano?

     
    • cacorpg

      23/01/2014 at 4:41 PM

      Olá Igor,

      esta resenha foi feita por quem gosta do cenário medieval fantástico oriental e para quem gosta do mesmo! Os wanna be críticos que dão o framboesa são jornalistas, escritores cinéfilos etc, que não tem e nem nunca terão a bagagem de um jogador de jogos inteligentes, como board games, card games e RPG ( em mesa ou eletrônico) logo não possuem a capacidade de gostar das coisas que nós gostamos!

      certamente você também deve desaprovar algumas opções ao Oscar devido as suas percepções pessoais, da mesma maneira a resenha é uma opinião baseada na minha experiencia e gostos, ninguém deveria balizar a vida ( ou escolhas simples ou complexas) baseadas na minha opinião!😉

      Espero ter lhe explicado a contento!

       

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