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Android: Netrunner

20 mar

Android: Netrunner é, na minha opinião, um dos jogos mais absurdamente fantásticos que existem. Extremamente submersivo, ele possui uma característica rara em boards – a subjetividade.

Em resumo: um jogador representa uma empresa, uma Corp, que está tentando colocar em prática sem planos. O outro lado é um Runner, um hacker que busca roubar os planos da empresa antes que eles sejam postos em prátoca.

Um dos maiores desafios que existem é alguém explicar a um iniciante como se joga A:Netrunner bem. O jogo se desenvolve em um nível tão pessoal, as possibilidades são tantas que, creio, é preciso admitir que a intuição é muito influente. Visto que todas as ações, exceto uma, são opcionais – mesmo comprar uma carta, excetuando uma que a corp deve comprar todo turno, deve ser uma ação de escolha – é difícil dizer o que é melhor fazer em cada momento. Não há fórmula mágica.

Ao mesmo tempo, a essência do jogo é a dos mind-games. Riscos, blefes, ousadia, cautela – os níveis variam de jogador a jogador radicalmente. Por exemplo, quando jogo com um Runner gosto muito de bisbilhotar – gosto de ver o que a Corp possui. Ao mesmo tempo, quando jogo com a Corp, gosto de controle total – e não me importar com o Runner. Isto é, quero ter uma estrutura que seja indiferente ao runner. E isso falando rapidamente. Se formos ver, cada ação que faço – comprar dinheiro, abaixar cartas, etc. – é fruto de minha personalidade e, sendo assim, única e difícil de explicar racionalmente.

Uma coisa que aprendi neste jogo é que não existe apenas “montar um bom deck”. Neste jogo não funciona – na verdade seria um crime – você abaixar uma lista de cartas da internet, um deck pronto, e jogar com ele. Fazendo isso você está indo contra o jogo e contra si mesmo. Pois você precisa descobrir o que funciona para você, que cartas fazem de você uma boa Corp ou um bom Runner. Uma coisa fantástica do A:N é você ver seus amigos usando cartas aparentemente ruins para fazer grandes estragos e vencer.

Fazendo jus ao nome Living Card Game, esse é um jogo de sintonia fina – um deck pode mudar radicalmente por causa de uma carta, de repente o jogo para de fluir por que você removeu uma carta essencial. E até agora não vi um limite – um deck que você não vai mais mexer. Uma nova expansão abre novas possibilidades, torna cartas antes fracas em fortes, as fortes em fracas…

Semana que vem irei falar de um “problema” do jogo – como uma iniciante pode começar a jogar sendo competitivo? Tendo sido lançados 11 packs e 1 expansão média, jogar apenas com o Core pode ser difícil. Mas existem soluções econômicas das quais tratarei semana que vem!

 
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Publicado por em 20/03/2014 em BoardGames, Cardgames

 

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