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GUERRA DE BRINQUEDO = Wargames No Bunker

29 mar

PortableWargameAustroPrussian01Por HerrMüller

E na última sessão de jogo no BUNKER II, foi tempo de guerra em dois períodos distintos, primeiro um wargame de tabuleiro de tipo clássico ‘hexagonos e marcadores’ com tabela de rolagem que se deslocam a esquerda ou direita conforme as vantagens e desvantagens táticas, um tipo de sistema notório e clássico para jogos deste genero :

CANHÕES DA GALÍCIA : aborda a frente russa durante a PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Os russos devem conseguir ao final do tempo de campanha um mínimo de 4 pontos de influencia estratégica, conseguidos ao custo de 1 ponto por cidade inimiga tomada e 2 pontos por fortaleza inimiga conquistada, entretanto eles perdem 1 ponto a cada cidade perdida em território russo.
As cidades do império austro hungaro podem ser reconquistadas pelo mesmo, entretanto os soviéticos não reconquistam os pontos pelas cidades perdidas no seu território

 

MEUMEUVERSAOb

A BATALHA :

Gustavo : Russos
Müller : Austria-Hungria

A potência central da austria hungria aproveita a iniciativa e marcha sem delongas invadindo território russo no norte, toma cidades enquanto pode, e talvez isto vá ser determinante para o sucesso da campanha.
Os russos respondem tentando empurrar os austriacos de volta para trás da sua fronteira, o tempo passa e eles se desgastam nesta tarefa.
Enquanto isto avançam pelo leste forçando os austriacos a se retrairem
Na guerra de atrito que se segue os Russos não tem tempo de consolidar sua influencia e armar uma ofensiva capaz de capturar o numero suficiente de cidades ou fortalezas e acabam a campanha a um passo da vitória.
Mas são derrotados.
A SEGUNDA PARTIDA foi um dos mais ágeis , simples e divertidos jogos de guerra de nivel tático de tabuleiro : COMMAND & COLORS ANCIENTS
Que trás como tema as GUERRAS PUNICAS da antiguidade entre Roma e Cartago.

Com uma configuração inicial descrita pelo texto introdutório que conta que os romanos sofreram uma derrota catastrófica nas mãos dos cartagineses, na mesa isto simplesmente se inverte, com os cartagineses sofrendo uma rapida e humilhante derrota nas mãos dos romanos

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A BATALHA :

Gustavo – Romanos
Müller – Cartagineses

Eu não recordo muito bem pois estava me recuperando da febre, mas naquele dia na planície poeirenta julguei ter visto os Romanos marcharem primeiro, o barulho das sandálias e botas ferradas se misturando ilusioramente a nuvem de poeira que se levantava na planície…
Então do nosso lado Hanno levantou a mão e partimos na ala direita, a cavalaria leve cartaginesa se misturando as unidades de escaramuçadores, fizemos um ataque coordenado que não resultou em nada, a não ser o recuo precipitado das nossas proprias tropas e algumas baixas…

Então vi nossa ala esquerda lá no fim da linha se deslocar ainda mais rapidamente, a unidade de cavalaria pesada cartaginesa com o grande Asdrubal sumiu no torvelinho de poeira, seguido pelas tropas pesadas regulares, e já quase chegando na área central os guerreiros celtas disparando em fúria bradando gritos de vitória…
Os fundibulários baleares lançando suas pedras em arcos sobre os Romanos
O combate travou-se a frente, e a boa disciplina das tropas auxiliares de Roma em 15 minutos de luta derrubaram nosso comandante, fizeram uma porção de baixas e botaram o resto dos homens para correr….

Os embates entre as unidades de infantaria continuaram aqui e ali, num engajamento furioso, lanças e escudos sendo manejados com energia , gládios e machados, golpeando e cortando em todos os lados…
A linha Romana avançava lentamente no centro, nós recuavamos tentando conseguir alguma vantagem tática no terreno, mas não era nosso dia…
Eu assistia a tudo impotente, o nariz sangrando, a cabeça rodando, enquanto ouvia o burburinho estrepitoso da massa de homens que se digladiava em todos os cantos, não demorou muito e nossa ala esquerda se dissolveu, e uma debandada geral tomou conta de toda a extensão da linha….

O inimigo conquistou inúmeros estandartes de batalha, e nossa derrota foi humilhante.
Nós, que tinhamos toda a vantagem de tropas e do terreno em nossas mãos, e a inépcia arrogante de Varrus no lado de lá, vimos tombar um dos nossos comandantes mais queridos, e morrer nossos irmãos de armas como cães abatidos por um urso furioso.
Eu sobrevivi debaixo de uma pilha de corpos, e por isto consegui escrever este relato para vocês e a posteridade.

Que os deuses tenham piedade das almas daqueles que tombaram !
E que possa Anibal vingar nossa desdita com grandes vitórias e escorraçar os malditos romanos do nosso território até que atravessemos o mar e atinjamos mortalmente o coração do reino romano, eliminando-os para sempre da face da terra !

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Publicado por em 29/03/2014 em Geral

 

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