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Caçando o Drácula – relato & comentários sobre o jogo

30 jun

Olá, pessoas!

Segue o relato.

Marcelo – Drácula
Lorde Godalming & Dr. Seward – Éder
Van Helsing & Mina Harker – eu

O Marcelo iniciou dizendo que não estava muito certo das regras. Temi pelo pior – poucos estragam seus jogos tão bem quanto o Marcelo. Só que também poucos tem tanto poder moral de fazer seus jogos serem jogados, então o Fury foi pra mesa de qualquer modo. Seguimos com consultas diversas ao manual, não tanto porque as regras são difíceis, porém mais por pequenezas, principalmente de timming – quando algo poderia ser feito, se poderia ser feito. Provavelmente erramos algumas regras (uma vimos na hora, que o Drácula ou o investigador podem iniciar combate na noite), todavia, no geral, o jogo andou OK.

Na partida, os caçadores iniciaram perdidos. Os vários primeiros movimentos nada revelaram e o Drácula já ameaçava maturar alguns de seus estratagemas, até o Lorde Godalming (Éder) achar a trilha em Genebra, onde entrou em conflito contra um vampiro, porém, tendo sido pego sem estar bem preparado, acabou tomando uma coça e o vampiro permaneceu. Felizmente, o Van Helsing (eu) estava por perto, e, chegando em Genebra, arrebentou o vampiro. Os caçadores estavam perto da presa, tanto que o Drácula valeu-se de sua forma de lobo para afastar-se rápido – o que foi bem eficiente, pois de fato os caçadores perderam o rastro novo. Mas não o antigo – Van Helsing seguiu para Marselha, local onde o Drácula iniciou sua trilha pela Europa. Ali outro servo vampírico esperava para aumentar a influência de seu mestre, só que o Van Helsing, experiente, fez outra vítima, apesar de ferir-se na luta.

A Mina (eu) e o Dr. Seward (Éder) faziam de pouco para nada – o Seward perdido no Leste Europeu, labutando para chegar onde a ação ocorria, e a Mina simplesmente sempre no lugar errado. Por sorte, o Van Helsing e o Godalming trabalhavam, cada um, por dois. A trilha estava fria, e começávamos a ficar preocupados, aí eis que o Godalming retorna para Colônia, onde passara pouco antes, e lá esta o Drácula! O Godalming estava, desta vez, um pouco melhor preparado para uma luta, só que o Drácula destruiu a arma do Godalming, que, aí, só pode tentar defender-se – acabou bastante ferido, próximo de cair. O Van Helsing atravessou a França para ir ajudar, só que o vilão novamente usou-se de sua forma de lobo para afastar-se.

No entanto, diferente do que da outra vez, desta o Van Helsing estava esperto – encaminhou-se para Le Havre, e ali escondia-se o Drácula. Um combate épico entre o velho caçador e a besta sanguinária iniciou-se, onde o Van Helsing teve boa vantagem, anulando bem os ataques do vampiro e causando muito dano, reforçado nisso pela aliada dos caçados, uma freira beneditina, que fazia o Drácula ferir-se ao usar-se de algumas de suas principais artimanhas nas lutas. A criatura estava machucada ao ponto de não poder valer-se de uma escapada pelo mar, e optou, no desespero, por alimentar-se ali mesmo, em Le Havre.

Enquanto isso o Dr. Seward bateu-se com dois servos do Drácula, tendo achado a trilha antiga do monstro – primeiro em Leipzig, onde havia uma vampira. O Dr. Seward falhou em eliminá-la antes dela espalhar a influência do mestre dela, contudo o Dr. livrou o local do rumor que por lá havia. Depois, em Berlim, o Dr. Seward bateu-se com Lobos, ferindo-se de forma não muito séria, e limpando a cidade dos animais.

Em Le Havre, o Drácula esperava, claro, pelo Van Helsing – com ambos feridos, a chance dele era derrubar o velho o quanto antes. O que o Drácula não esperava era a chegada da Mina, por trem (o Éder usou uma carta que permitia aos caçadores alterar a ordem das ações, assim, a Mina agiu antes do Van Helsing). Juntos, a Mina Harker e o Van Helsing sobrepujaram o Drácula sem grandes dificuldades – com o golpe final sendo dado pela Mina, um tiro vingativo que acabou com a vida profana do vampiro. Assim, vitória dos caçadores!

************* A nova edição traz várias melhorias, principalmente nas questões que, no passado, envolviam dados: movimento e combate. O movimento por trens, na edição anterior, era feito rolando-se um dado, dado maldito que tinha um X desgraçado que simplesmente mantinha o investigador travado no lugar. Sendo um dado, também era difícil planejar chegar em algum lugar – poderia estar a 1 de distância e tomar um X na face. Agora o dado virou marcadores: nele sempre ganha-se algum movimento para uso futuro (pega-se para usar depois), mesmo que não necessariamente o movimento que deseja-se: há, por exemplo, o de 1 de movimento só nos trilhos brancos (no Oeste) – quando está-se no Leste. Porém, ainda assim, é bem melhor e permite planejar ações.

No combate, antes, podia-se armar um esquema lindo, usar uma carta no momento exato, pegando o outro despreparado, só para, ao rolar do dado de iniciativa, perder, rolando menor, e seu esquema lindo ia pro lixo. Alguém rolando bem, e escolhendo mal, poderia dar-se bem. Agora não. As cartas têm símbolos, que anulam-se se estiverem presentes nas duas cartas utilizadas. Se não estiverem, ambas ativam, com a do Drácula sendo resolvida antes. Ou seja, normalmente ou ambas as cartas ativaram, ou nenhuma. A questão é encaixar sua ativação melhor do que a do outro – até porque, certas cartas, ativam-se independente do símbolo ter sido anulado. É uma mecânica de combate bem superior.

Outra mudança foi no andamento da partida: o turno dos caçadores é divido em dois: dia e noite. Primeiro os 4 caçadores fazem as ações do dia, depois os 4 fazem as da noite, daí o Drácula age. Mover-se só é permitido durante o dia. Ao pegar suprimentos/eventos, se for de dia, pega-se o Evento do topo do baralho – assim, sabe-se se é um evento dos caçadores ou do Drácula, e se for do Drácula, é descartado. Pega-se de baixo do baralho, no escuro, somente se a ação de suprimento for feita à noite. Anteriormente havia uma série de rodadas de dia, depois uma séria de rodadas de noites. Agora o perigo de um combate a noite é mais presente.

Os pontos para o Drácula mudaram bastante também. Antes eles eram difíceis de conseguir. Agora, apesar do Drácula precisar de 15 pontos para vencer (antes eram 7), foram dadas mais maneiras de ganhar pontos, com mais vampiros para deixar maturar, rumores para espalhar, entre outros.

Ademais, os caçadores ganharam habilidades especiais, diferenciando-se mais. A da Mina Harker é bem boa – usar o laço psíquico para descobrir se o Drácula está na região -, e a do Godalming também – pegar 2 itens quando buscando suprimentos. A do Seward permite curas melhores e do Van Helsing, passar eventos para ajudar outros em qualquer lugar.

No geral, é o mesmo jogo. Contudo melhorado em certos pontos, tornando-o superior sem perder suas características principais. Recomendo-o!

Abs,

 
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Publicado por em 30/06/2016 em BoardGames, Jogos, resenha

 

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