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Arquivo da tag: Japão

Ikusa – primeiras impressões & relato

Olá, pessoas!

Foi a estreia do Ikusa. Nele, cada jogador representa uma facção lutando pelo controle do Japão. O objetivo é war-style: conquistar X territórios (no caso, em 3, na versão “rápida”, são 40 territórios) ou eliminar outro jogador (neste caso a eliminação não garante a vitória de quem eliminou, mas é quase certo que sim). No turno, começa-se usando dinheiro para selecionar ações e quanto será feito (por exemplo, colocar 3 dinheiros em recrutar permite recrutar mais do que com 2 dinheiros). As ações são: ordem de turno, construir (castelos e fortes, que ajudam na defesa, e só na defesa, de territórios), recrutar, contratar ronin e contratar ninja.

A decisão de onde investir o dinheiro é feita de forma secreta e simultânea, com todos revelando onde investiram ao mesmo tempo. Então, primeiro, vê-se qual será a ordem do turno, depois constrói-se castelos/fortalezas. Então recrutam-se tropas, e todos colocam as tropas recrutadas simultaneamente. Em seguida, contratam-se os ronins (que podem ser colocados de forma secreta em áreas controladas pelo jogador, e a área em questão é só revelada se for atacada ou usada para um ataque). O Ninja, por fim, é contratado por quem mais pagou pelos seus serviços – o Ninja deve ser usado antes do jogador iniciar seus combates, e durante a fase de movimento, pode ser utilizado para matar um Daimyo, se rolar 8 ou menos no d12. Caso isso ocorra, o exército desse Daimyo não pode ser movido naquela rodada, mas pode se defender normalmente – e, ao final da rodada, se o exército ainda existir, uma das unidades é convertida no novo Daimyo, logo não é possível eliminar um jogador usando o Ninja, mas ajuda. Read the rest of this entry »

 

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Iron Dynasty – Resenha

Um bom exemplo de como o sistema Savage Worlds possui à sua disposição excelentes cenários de aventuras 

Por Guido Faoro Conti

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Pois é meus caros. Já citei neste blog muitos dos cenários macarrônicos (ou spaghetti) que eu mais gosto. Dentre eles temos jóias como Shadowrun, Deadlands, Rifts, etc. Seguindo esta linha, desta vez venho com mais uma boa proposta de cenário. Principalmente se voce curte um bom L5R. Se trata do maluco Iron Dynasty. Escrito por Sean Preston e lançado em 2010 pela editora Reality Blurs este bacana suplemento do sistema Savage Worlds nos apresenta um Japão fictício inspirado fortemente nos filmes chambara mesclado com uma boa dose de stempunk.

Essencialmente, o cenário fala sobre a história do isolado arquipélago do reino de Konoyo. Tudo começa quando um imperador é assassinado por emissários estrangeiros e há a escolha dentre um entre dois gêmeos herdeiros do mesmo trono como o novo imperador. O gêmeo preterido, após perder a chance de obter o trono na época, por estar afastado, é exilado. Os ajudantes do novo imperador tentam matá-lo, mas falham. Ele retorna, agora auto-denominado Rei Bruxo (Witch King) e com um exercito de máquinas assassinas toma o império de seu irmão. Ele falece, a história se repete e desta vez um novo Rei Bruxo tenta retomar o trono de sua prima, a Imperatriz. Durante uma festa de recepção entrega um presente (um jarro mágico) à prima que cria uma grande maldição ao reino e o trono fica vazio. A Guarda de Honra, composta por seus generais começam a dividir o reino em países, cada um toma uma parte do antigo império. Mas eles são loucos e isso tem várias consequências, de guerras à destruição do formato clássico feudal japonês de classes.  E este é o cenário de aventura. Um mundo de tumulto e possibilidades onde os personagens podem fazer diferença.

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Publicado por em 17/01/2013 em RPG

 

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Corações Sujos – Comentários

Provavelmente um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos. É um filme com a medida verdadeiramente correta de equilíbrio entre elementos cinematográficos, históricos e ficcionais. Só tenho uma palavra para definir este filme: shibumi.

por Guido Faoro Conti

Olá meus caros. Sei que não se trata de um filme que pertença bem ao estilo da cultura pop em geral que abordamos no nosso site mas… se a coisa é boa eu tenho que passar para vocês meus caros leitores. E pelo conteúdo histórico tenho certeza que muitos leitores vão se interessar. Eu não sei se o filme ainda está em cartaz, sinceramente, mas se não, não deixe de assistir essa verdadeira pérola da cinegrafia brasileira.

O filme trata de uma situação histórica ocorrida no Brasil que foi relatada no mais do que excelente (que também recomendo mais que fortemente) livro escrito pelo jornalista Fernando Morais de título “Corações Sujos”. É documentário então? Não. Se trata mais de uma romantização de uma das histórias descritas no livro (que este tem um fim mais jornalístico e documental). É um drama trágico de época de um período especialmente complicado da história do Brasil. O período do pós-guerra.

Neste período ainda vigoravam as leis de segurança nacional instituídas para evitar a propaganda inimiga que incluía repressão à manifestações nacionalistas pelos imigrantes advindos da coalização Japão, Itália e Alemanha. Como consequência, aqueles que falavam a língua do inimigo, ostentavam sua bandeira e disseminavam sua cultura estavam sujeitos à ingerência do agente da lei local. Essas leis podiam ser aplicadas com eficiência numa cidade de população heterogênea, com acesso à informação ou num local onde predominasse a influencia do poder público, mas… E numa colônia onde só há pessoas unicamente daquela herança cultural, onde a informação é restrita e determinadas pelos líderes comunitários, a desconfiança é  absoluta e o isolamento é a consequência de uma sociedade que não te entende ou te aceita?  Adicione ao caldo um forte senso voluntarioso, valores rígidos milenares e uma guerra em que a crença na derrota é traição. Pois é, essa é a receita que gerou a “Shindo Renmei”, a única organização terrorista que se teve notícia em território brasileiro.

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Publicado por em 13/09/2012 em Cinema

 

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