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Arquivo da categoria: Wargames

Ikusa – primeiras impressões & relato

Olá, pessoas!

Foi a estreia do Ikusa. Nele, cada jogador representa uma facção lutando pelo controle do Japão. O objetivo é war-style: conquistar X territórios (no caso, em 3, na versão “rápida”, são 40 territórios) ou eliminar outro jogador (neste caso a eliminação não garante a vitória de quem eliminou, mas é quase certo que sim). No turno, começa-se usando dinheiro para selecionar ações e quanto será feito (por exemplo, colocar 3 dinheiros em recrutar permite recrutar mais do que com 2 dinheiros). As ações são: ordem de turno, construir (castelos e fortes, que ajudam na defesa, e só na defesa, de territórios), recrutar, contratar ronin e contratar ninja.

A decisão de onde investir o dinheiro é feita de forma secreta e simultânea, com todos revelando onde investiram ao mesmo tempo. Então, primeiro, vê-se qual será a ordem do turno, depois constrói-se castelos/fortalezas. Então recrutam-se tropas, e todos colocam as tropas recrutadas simultaneamente. Em seguida, contratam-se os ronins (que podem ser colocados de forma secreta em áreas controladas pelo jogador, e a área em questão é só revelada se for atacada ou usada para um ataque). O Ninja, por fim, é contratado por quem mais pagou pelos seus serviços – o Ninja deve ser usado antes do jogador iniciar seus combates, e durante a fase de movimento, pode ser utilizado para matar um Daimyo, se rolar 8 ou menos no d12. Caso isso ocorra, o exército desse Daimyo não pode ser movido naquela rodada, mas pode se defender normalmente – e, ao final da rodada, se o exército ainda existir, uma das unidades é convertida no novo Daimyo, logo não é possível eliminar um jogador usando o Ninja, mas ajuda. Read the rest of this entry »

 

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Resenha Board – Hammer of the Scots

Wargame é meu estilo de jogo favorito. Mas uma coisa admito: é difícil um que “acerte em cheio” por causa do que podemos chamar de exclusivismo. Deixe-me explicar isso.

Existem wargames que são simplesmente maravilhosos: Combat Commander, Here I Stand, Hannibal, só para citar alguns. Mas mesmo esses jogos excelentes acabam tendo, aqui e ali, alguma coisa que parece só agradar a wargamers. Ou é uma questão de sorte/azar “alta” (wargamers vão entender as aspas), ou um jogo demais demorado, ou que exija conhecimentos históricos e sociais que mesmo gamers não vão ter.

Em suma, é difícil colocar na mesa esses jogos quando se joga contra não-wargamers.

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Sa Battalla e Zombicide


Outra entrevista que fiz foi com o designer de wargames Piergennaro Federico. Se você curte wargames e/ou está interessado em conhecer mais sobre a produção de jogos, visite a página! Também escrevi um review do jogo Sa Battalla, desenvolvido por este designer. É um jogo sobre uma batalha que ocorreu na ilha da Sardenha na idade média. As mecânicas são ricas e o jogo muito bonito. Vale a pena conferir!

A versão em português do jogo Zombicide, febre atual dos boards, está em pré-venda pelo site da Galápagos. O preço é muito convidativo!


Dias atrás fiz uma entrevista com o designer Ariel Seoane. Um jogo desenhado por ele está em curso no Kickstarter – City Hall. Eu já fiz meu pledge – parece ser um euro excelente! A empresa, TMG, até agora só lançou produtos de alta qualidade. Dê uma checada!

Infelizmente o projeto foi cancelado por não poder mais alcançar a quantia necessária. O jogo realmente parecia ser incrível, mas acho que o dono da TMG agiu muito, muito mal – nada de propaganda, pouco tempo no Kickstarter, poucos incentivos…

 

Os ridículos calotes nas lojas de boardgames

A falta de ética de alguns prejudica uma comunidade inteira.

Atualmente estou com um problema com uma compra em uma loja de boards – fiz o pedido, não o recebi, e estou tentando ganhar o reembolso. Suponho que a empresa enviou com o endereço errado (isso já aconteceu com um camarada meu quando comprou desta loja – como o nome da rua era longo, os últimos dígitos do número da casa não saíram na impressão da etiqueta), ou que aconteceu alguma confusão nos correios (embora eu duvide muito – já comprei algumas centenas de produtos na internet e creio que a fama dos correios brasileiros serem incompetentes é parcialmente infundada – jamais tive problemas).

Conheço pessoas que foram lesadas em suas compras de maneiras mais variadas – jogos faltando, danificados, ou terem pago por encomenda rápida e o produto ser enviado por encomenda lenta. Em todos os casos, enfrentamos conjuntamente uma enorme desconfiança aos nossos problemas: foi preciso muita troca de e-mails e chateação até a empresa entender que é necessário encontrar um termo justo a todos (pelo menos um reembolso parcial). Alguns amigos sequer receberam coisa alguma de volta e saíram no prejuízo.

A razão por essa dificuldade, essa desconfiança das lojas, é muito em razão da má fama que os brasileiros tem – e que, parece, é pelo menos parcialmente justificada.

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Publicado por em 19/04/2013 em BoardGames, Wargames

 

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A beleza do wargame

Por que a imprevisibilidade é um rico desafio.

Mesmo com jogos que utilizam conceitos de wargames sem realmente sê-los, ou de wargames que utilizam mecânicas de eurogames sem deixar de ser sobre guerras, que o wargame é um estilo de jogo à parte dos demais não há dúvidas. Não se trata apenas de uma questão de regras ou nomenclatura – estamos falando de uma essência e um propósito que divergem às vezes completamente daqueles buscados e alcançados por outros jogos.

Você já deve ter se deparado com pessoas que se dizem estritamente wargamers – que se recusam a colocar um euro na mesa. Da mesma maneira são inúmeros os jogadores que olham para os wargames de viés, sem o menor interesse em entendê-los. Podemos começar a compreender as diferenças em uma característica simples mas fundamental: os wargames, na maior parte dos casos, são jogos para 2 jogadores. Este pequena diferença provoca consequência enormes. Sim, há euros para dois. Mas se tomarmos aleatoriamente quaisquer euros, veremos que nem a metade é apenas para dois jogadores. Agora, são realmente poucos os wargames que podem ser jogados por mais que 2 jogadores.

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Publicado por em 22/03/2013 em BoardGames, Wargames

 

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Descobertas de 2012

Quero apresentar 5 jogos que conheci em 2012 e que se tornaram meus favoritos!

O “Underdog” – Red Poppies

Dos wargames que conheci este ano foi o que mais curti. Um jogo que foi lançado com pouca tiragem, por uma empresa pequena, mas que adorei. Pra provar que produção cara não é tudo na vida.

Eu fiz uma tremenda pesquisa para encontrar esse jogo e ver que era do meu agrado. Sugiro isso a todos. Nem sempre o jogo mais badalado será o que mais vai te encantar. Pesquise, pergunte, teste quando possível… há grandes joias escondidas!

O “Provavelmente só eu pra me interessar por esse tema” – “Campaign Manager 2008”

Acompanhei com muito interesse as eleições norte-americanas de 2008 (as de 2012 também). Vi filmes, li a respeito dos candidatos, admirei o McCain, torci pelo Obama… fiquei tirando sarro da Sarah Palin… e este jogo traz isso de volta! O sistema é bem urdido e criativo.

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Back from the dead… os jogos que ressuscitei nas férias – Parte III

Nem todos tiveram um destino satisfatório…

por Gustavo Vazquez Ramos

Para finalizar a sequência “Back from the dead…”, dois jogos que foram reprovados de ano, apesar de minhas tentativas!

Sa Battalla

Este jogo eu havia ganho de presente de um conhecido meu. É um wargame italiano que representa uma batalha que ocorreu na Sardenha em 1400 e caixa e prego. O jogo eu já tinha lido que era demorado, e por isso me enrolei em até mesmo destacar as peças.

Mas acabei fazendo isso – montei o cenário e pus-me a ler o manual com afinco!

Pra quê? Pra ver que não valia a pena jogar, é claro.

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Publicado por em 01/02/2013 em BoardGames, Geral, Wargames

 

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